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Consumismo infantil: “Criança, a alma do negócio”

30 jul

???????????????????????????????Uma roda de crianças tem a sua frente dois papéis. Em um, a palavra “comprar”; no outro, “brincar”. Imediatamente após serem questionadas e incentivadas a escolher qual dos dois eles preferiam, a resposta instantânea: “comprar”. Essa foi uma das cenas do documentário “Criança, a alma do negócio” que mais me preocupou. Uma dentre dezenas.

Apesar de quase não ter contato direto com crianças, não é difícil perceber que a atual geração de meninos e meninas não cultiva mais certos hábitos que a minha “turma” adorava. O contato com a tecnologia vem desde o berço, literalmente, e coisas como brincar na rua, tão banais para a minha geração, se tornaram realmente raras pra eles.consumo criança Continuar lendo

A questão de gênero, também para crianças

31 mar

Desde o nascimento de uma criança, ou ainda, desde o momento em que uma gravidez é descoberta, pais e mães começam a se preocupar com questões relativas ao sexo do bebê.

A decoração do quarto, roupas e brinquedos só começam a ser escolhidos a partir do momento em que se sabe o gênero da criança (o típico “rosa para meninas, azul para meninos”).  Antes disso, tudo o mais “neutro” possível.

Ao longo do tempo, essa criança, que já convivia com as imposições de gênero desde o nascimento, se vê “obrigada” a continuar enfrentando tais paradigmas. Na pré-escola, por exemplo, determinados jogos e brincadeiras são mais voltados às meninas que aos meninos, e vice-versa.  Meninos devem ter mais amigos do mesmo sexo e praticar atividades mais intensas; meninas têm que ser mais “recatadas” em seu comportamento e brincar de forma mais “delicada”.

Isso se estende, claro, até a vida adulta. E os paradigmas de gênero vão das brincadeiras infanto-juvenis às profissões e às capacidades como um todo: “mulher não sabe dirigir, nem fazer contas, nem jogar futebol; homens não são bons donos-de-casa, homens não levam jeito pra moda ou pra decoração” e por aí vai.

Pensando em tudo isso, uma professora resolveu trabalhar a questão do gênero com seus alunos da primeira série. Pra começar, ela levou para a sala-de-aula um livro sobre um menino que queria muito ganhar uma boneca. Em seguida, fez duas colunas e pediu que os alunos fossem completando com brincadeiras para meninos e brincadeiras para meninas.

Meninas podem brincar de Lego? A maior parte respondeu que sim. Meninos podem brincar de boneca? Como eles haviam acabado de conhecer a história do menino do livro infantil, não houve reprovação.

E assim a turma foi se “soltando”. Meninas declararam que brincavam de carrinho, meninos passaram a não achar tão estranho o fato de certos homens pintarem as unhas.

Para aperfeiçoar ainda mais o processo de quebra de paradigmas de gênero entre as crianças, a professora passou a dividir a turma não mais em filas “meninas-de-um-lado-meninos-de-outro” e sim em filas do tipo “quem gosta mais de gato, fica à esquerda; quem prefere cachorro, à direita”. Ela também passou a chamá-las por crianças e não “meninos” ou “meninas” e, no fim, perguntou se alguma delas já deixou de fazer algo por ser do sexo masculino ou feminino. Resultado: muitas mãos foram levantadas.

Ao longo do tempo, as crianças foram muito beneficiadas por essas novas atitudes. Elas se tornaram mais tolerantes, mais inclusivas. Tudo isso sem falar nos diversos ganhos em se sentir capaz de qualquer coisa, independente do sexo que se tenha.

Lendo esse caso acima, lembrei de uma reportagem de algum tempo atrás de um jovem casal que decidiu não revelar o sexo de sua criança. Para eles, é fundamental que ela possa crescer sem todas essas barreiras de gênero impostas pela sociedade.

Não se sabe ainda os efeitos que essa decisão pode acarretar no comportamento de uma criança. Mas, sem dúvida, ela irá sofrer os pré-conceitos de uma sociedade que ainda insiste em dividir seus membros em dois grupos, desde o nascimento: o “azul” e o “cor-de-rosa”.

O vídeo abaixo é a animação do livro infantil sobre o menino que queria ganhar uma boneca.

FONTES: http://www.escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2012/03/professora-trabalha-com-generos-na.html

http://togetherforjacksoncountykids.tumblr.com/post/14314184651/one-teachers-approach-to-preventing-gender-bullying-in

Visão infantil

17 jan

visão infantil

Infância…

É engraçado como quando a gente é criança, tudo é movido pela imaginação!

Pode parecer exagero, mas o que essa imagem mostra é realmente verdade.

No mundo infantil, nada é aquilo que realmente é… E isso é fantástico.

Eu só me pergunto o porquê de perdermos essa capacidade com o tempo…

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