Trote: um passado que condena

13 fev

bixo trote

Século XIV: Surgiam as primeiras Universidades na Europa. Era dado o pontapé inicial na busca pela razão em detrimento dos dogmas impostos pela igreja Católica.

O autoritarismo caracterizava os professores universitários, e, para dar vazão aos sentimentos reprimidos, os estudantes inventaram o Trote.

Assim, de geração em geração, a “vingança” era passada para os calouros.

O Trote é uma mostra viva dos resquícios de século XIV que ainda persistem em sobreviver agora, 800 anos depois.

A mídia expõe, a cada ano, os casos em que a interação entre veteranos e calouros não teve um final feliz. Esses, que vão desde constrangimentos até casos mais extremos com mortes, deixam pais e alunos desesperados. É só sair a lista de convocados para uma vaga que já começa a preocupação.

As universidades, por sua vez, têm tentado mudar essa realidade. O problema é que, na maioria das vezes, os abusos ocorrem fora do âmbito acadêmico e acabam por ficar sem punição alguma.

Algumas, como a Unb (Universidade de Brasília) e a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) até entraram com a iniciativa de se aliar aos Diretórios de Estudantes para evitar os trotes violentos. Isso melhorou os índices de casos, mas ainda há muito a ser feito.

A própria Unb se deparou, esse ano, com uma situação extremamente constrangedora envolvendo a recepção de seus novos alunos. (Veja aqui).

É claro que, em casos como esses, a gente se pergunta se já não seria hora de uma intervenção mais séria, política. E até existe no Senado um projeto que prevê sanções disciplinares (como multas em dinheiro e até expulsões) contra veteranos violentos. O problema é que o texto não obriga as universidades a cumprirem essa responsabilidade. Não é uma lei.

Isso é bem diferente do que ocorre em países como a França. Lá, desde 1998, o trote violento é considerado Crime. O veterano que abusar do poder pode pagar até 15.000 euros como multa e pegar 1 ano de prisão.

Por tudo isso, ao invés de humilhações, os estudantes franceses promovem gincanas, festas e outras atividades sadias dentro da universidade.

O ingresso no Ensino Superior, enfim, deve ser para todos os jovens, uma passagem marcante, única, inesquecível. Ninguém tem o direito de fazer de um sonho realizado um verdadeiro pesadelo. Violência sempre vai gerar violência e, em algum momento, o elo dessa corrente tem que ser cortado.

Fontes: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/trote-uma-pratica-medieval-que-desafia-as-universidades

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110129/not_imp672607,0.php

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