O “imortalizado” Chaplin

22 fev

16 de abril de 1889. Filho de um vocalista e ator e de uma também cantora e atriz, nascia, em Londres, Charles Spencer Chaplin Jr.

Charlie Chaplin, como passou a ser conhecido mundialmente.

Precoce, cumpriu desde muito cedo sua sina como artista quando, aos cinco anos de idade, pisou em um palco pela primeira vez: Foi cantar “Jack Jones” para substituir a mãe, que teve sua apresentação vaiada pelo público.

Após isso não parou mais.

Ator, diretor, produtor, dançarino, roteirista e músico, Chaplin foi um dos maiores na conhecida “Era de Ouro” do Cinema Norte-Americano.

Numa época em que a América recebia cada vez mais imigrantes, a verdadeira “Torre de Babel” só pôde ser superada através do Cinema mudo. Conquistando cada vez mais público com esse tipo de filmagem é que Chaplin pôde ir “deslanchando” em sua carreira.

Pra se ter noção, em 1915, em plena Guerra Mundial, ele continuava levando risadas e alívio para todo mundo.

E assim foi até que, em 1927, era apresentado ao Mundo o Cinema falado. O que poderia parecer uma crise num trabalho que vinha sendo tão bem-sucedido foi simplesmente um avanço ao qual Chaplin recusou até o fim da década de 30:

“A ação é geralmente mais entendida do que palavras. Assim como o simbolismo chinês, isto vai significar coisas diferentes de acordo com a sua conotação cênica. Ouça uma descrição de algum objeto estranho — um javali-africano, por exemplo; depois olhe para uma foto do animal e veja como você fica surpreso”.

Com esse pensamento, demorou para que o ator resolvesse aderir de vez ao cinema falado.  Isso só ocorreu em 1940, em “O grande Ditador” (um filme que criticava claramente as ações ditatoriais de Hitler).

Com ou sem os avanços da Modernidade, a carreira de Chaplin foi realmente brilhante. E grande. Ao todo, desde a infância, foram 75 anos de trabalho artístico.  Vários prêmios, condecorações, homenagens, polêmicas, imitações…

Pode-se dizer que foi também uma trajetória sem ação temporal. Desde os mais antigos até os dias de hoje, todos conhecem o velho fraque e chapéu preto, o sapato maior que o pé, o bigode e o jeito de andar desajeitado, características daquele que se tornou seu personagem mais conhecido : O Vagabundo (na versão Brasileira).

Charlie Chaplin foi simplesmente o exemplo de gente que consegue se imortalizar através daquilo que tem de melhor. E não há talento verdadeiro que o tempo consiga apagar.

P.S: Abaixo vai um vídeo com a música “Smile”, composta por Chaplin. Uma canção realmente linda que era, inclusive, a favorita do Michael Jackson. E, como é realmente difícil dissertar sobre uma vida e um trabalho tão longos, abaixo vão também (pra você que se interessou pela obra do grande protagonista desse post) algumas fontes para consulta.


Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Charlie_Chaplin; http://www.casadobruxo.com.br/ilustres/chaplin.htm; http://www.e-biografias.net/biografias/charles_chaplin.php

3 Respostas to “O “imortalizado” Chaplin”

  1. Igor Ferrarese Ramos 25/02/2011 às 1:41 AM #

    Boa noiteee! Esse “cara” é o CARA!!! É um ìcone, Mito, seja lá como queiram chamar, mas é phodão! Desculpem o palavriado… mas você não poderia deixar de homenageá-lo neste incrível e promissor Blog Palavroeiro! Sua idéia foi brilhante como você! O mundo inteiro tem que saber que você teve um artigo publicado na CULTURA NEWS, você é fantástica Vâninha! Continue e siga em frente, você ainda vai ser maior ainda, vai ser realmente “Grande”!😉 Eu Amo Você! Beijos🙂

  2. Luís Carlos Ramos 26/05/2011 às 1:08 AM #

    Esse Igor é igual ao Chaplin, é engraçado, e é sério.
    Ama a vida, e aqueles que a amam também.
    Valoriza o feio, o desajeitado não porque é engraçado, e sim pela mensagem que traz, isto é lindo.
    Ama a beleza, o estupendo porque reconhece o valor daquilo que está escondido ou invisível, até que, mesmo timidamente, se deixa mostrar, e surge esta obra-prima… não, não estou comentando sobre o visível, o grande Chaplin, porque já é um mito.
    Estamos falando do invisível, que se tornou ‘matéria’, porque são com os mesmos gestos e palavras simples, como um sorriso, que a protagonista deste Blog, e de posts iguais aos que acompanhamos fielmente, é iluminada pelas ‘luzes da ribalta’, e a cortina não vai se fechar. Como no cinema mudo… a voz não se cala, pois existem as palavras, que traduzem sentimentos, por isso “That’s the time you must keep on trying”. “Este é o momento que você tem que continuar tentando” (com a licença de Sir Chaplin, uma frase de sua canção ‘SORRIA’.

    • vanialuciacoelho 26/05/2011 às 4:44 PM #

      Esse é o meu sogro. Como diria o Igor, “phodão”. Hehe
      Abraços, seu Carlos.

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