Arquivo | setembro, 2011

Genético ou Hereditário?

20 set

Com a crescente evolução da ciência, cada vez mais doenças têm suas causas estudadas e explicadas. Isso tornou comum dizer que uma infinidade de problemas de saúde possui um caráter hereditário ou genético. E é justamente aí que mora a confusão. Os dois termos são freqüentemente usados como se tivessem o mesmo significado e, realmente, há situações em que o genético pode também ser hereditário, mas isso não é uma regra.

 
Os fatores biológicos costumam ter suas origens baseadas em hereditário/genético ou como dependentes de fatores do meio em que estão inseridos. A inteligência, por exemplo, é vista como um conjunto de causas, tanto genéticas quanto ambientais.

 
Já no caso da língua (o idioma falado), do comportamento e da cultura em geral vemos uma hereditariedade, um traço passado de pai para filho, sem nenhuma ligação com os genes.

 
O câncer, por sua vez, costuma (erroneamente) ser visto somente como um fator hereditário, quando na verdade apenas alguns poucos tipos dessa doença podem ser realmente considerados como tal (retinoblastomas e cânceres de mama, por exemplo). Na maioria dos casos de neoplasias, a origem vem ligada ao funcionamento dos genes e, portanto, é genética.

 
É claro que como geralmente (mas nem sempre) nossos genes provêm dos progenitores, existem situações em que é correto afirmar que uma determinada característica é tanto genética quanto hereditária. O número de dedos nas mãos, por exemplo, é um caráter passado através dos genes de pai para filho e, portanto, pode ser considerado tanto genético quanto hereditário.


Mas, como já havia sido mencionado anteriormente, isso não é uma regra. “Cada caso é um caso” e há que se analisar corretamente um determinado fator biológico para poder determinar com convicção se ele se encaixa no genético, no hereditário ou, ainda, em ambos.

 
FONTES:  http://biologiaevolutiva.wordpress.com/2009/07/19/a-distincao-entre-genetico-e-hereditario/
http://www.oncoguia.com.br/site/interna.php?cat=2&id=131&menu=2

Independência Brasileira: Um ato, várias faces.

5 set

Pra muita gente, é apenas mais um feriado. Pra outros, um dia de sair cedinho de casa com a família pra acompanhar o desfile cívico e, como em poucas ocasiões, sentir orgulho da pátria.

Seja como for, o dia do tão famoso grito de “Independência ou Morte” dado por Dom Pedro marca a ruptura de uma aliança até então predatória vivida entre Brasil e seu colonizador, Portugal. Como se não bastasse, o 7 de setembro sinaliza também o marco do início da temida Dívida Externa.

O vídeo abaixo conta de forma interativa e bem-humorada como foi essa transição de Brasil-Colônia para Império Independente (tudo através de mensagens de MSN trocadas entre Dom Pedro e o rei de Portugal, D. João VI)


 
O 7 de setembro é visto também por muita gente como um ato heróico e belo, bem representado pelo famoso quadro de Pedro Américo, “Independência ou Morte”.

D. Pedro montado num cavalo branco, às margens do rio Ipiranga, armado e demonstrando total engajamento em favor da pátria realmente são gestos bonitos, que simbolizam heroísmo. Porém, será que foi realmente assim?

quadro da Independência

Pra começar, o pintor do quadro, Pedro Américo, não estava presente no “evento”. Ele só entregou a encomenda à Família Real em 1888, 66 anos depois do ato da Independência.

Além disso, o artista foi acusado de plagiar uma outra pintura chamada “1807, Friedland” de Ernest Messonier, que representa uma batalha vencida por Napoleão Bonaparte:

Friedland

A semelhança entre as obras é bastante explícita.

Como se não bastasse, o livro “1822 – Como um homem sábio, uma princesaCapa do livro 1822 triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil – um país que tinha tudo para dar errado”, conta de forma curiosa e bem-humorada como realmente aconteceu a Independência. O escritor Laurentino Gomes apresenta um Dom Pedro mais humano, nem como um herói patriota e nem como o jovem de 23 anos, mulherengo e irresponsável; mostra também a importância de outros personagens “secundários”, como José Bonifácio e a princesa Leopoldina, ambos intelectuais da época com larga experiência e conhecimentos sobre política, que muito ajudaram Dom Pedro. O jornalista usa ainda algumas curiosidades bastante engraçadas sobre o ato às margens do rio Ipiranga, como a mulinha na qual o futuro imperador estava montado e a dor de barriga que o assolava.

Clique aqui para ler um trecho da obra de Laurentino Gomes.

Independente do enredo, um bom 7 de Setembro a todos e Até a Próxima.

FONTES: http://www.cartacapital.com.br/carta-na-escola/um-barril-de-polvora-chamado-brasil

http://pessoas.hsw.uol.com.br/ipiranga.htm

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/800336-confira-trecho-do-novo-livro-de-laurentino-gomes-1822.shtml

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