“Criança 44”

21 jan

Na Rússia do pós-guerra, um Stalinismo opressor dominava a população com mãos de ferro. A intenção do Estado era a de mostrar ao resto do Mundo que a república socialista estava livre de crimes e que a população vivia numa sociedade justa e pacífica.
Para conseguir alcançar tais objetivos, o governo contava com a ajuda da polícia da Segurança do Estado. Qualquer suspeita de que algum cidadão soviético estivesse fazendo propaganda ocidental, agitação anti-soviética ou que poderia ser espião internacional eram motivos para investigação, interrogatório e execução.
É nesse cenário que atua o agente Liev Demidov.
Liev é o típico policial/cidadão perfeitamente fiel ao Estado.  Nascido e criado na URSS, ele foi ensinado desde criança a amar o Estado e a ter plena convicção de que apenas o Estado o amava. Era do tipo que se dispunha a matar e morrer pelo governo.
Seu trabalho era investigar os prováveis inimigos soviéticos e levá-los para o temível interrogatório, onde, baseados em tortura física e psicológica, os presos políticos se viam obrigados a confessar crimes (muitas vezes não cometidos).
Tudo caminha “bem” na sociedade soviética, até que o assassinato de um menino surge como uma contestação àquele que se dizia o perfeito estado russo.  O fato mexe com a segurança do Estado, claro, e para evitar a revolta da população, um agente é enviado para investigar o caso e concluir que tudo não passou de uma fatalidade, um acidente qualquer.
O agente enviado é Liev. Ele, que até então também tinha total convicção de que tudo não havia passado de um acidente qualquer com uma criança, começa a mudar de idéia após uma sucessão de fatos estranhos em diferentes lugares da URSS:
Será que o Estado era mesmo tão justo e confiável?
O agente, então, resolve investigar a fundo os fatos por trás do caso misterioso.
Prestes a se tornar mais um inimigo político. Arriscando a sua vida e a das pessoas a quem amava em troca da Verdade.


Criança 44 é um livro que me surpreendeu muito. Terminei de ler ontem. Faltavam 134 páginas e eu simplesmente não conseguia parar de ler, sempre querendo saber o que ia acontecer quando eu virasse a página.
Me surpreendeu demais saber como era a União Soviética da década de 50: o socialismo; a desconfiança que imperava mesmo entre os conhecidos; o medo que as pessoas sentiam de serem presas injustamente; as crianças que, desde os primeiros anos escolares, já aprendiam a importância do Estado e do quanto elas deviam idolatrá-lo; as torturas físicas e psicológicas durantes os interrogatórios; as execuções e os trabalhos forçados…
É tão grande o leque de conhecimento num único livro que eu só consigo terminar esse post usando as palavras de Scott Turow, escritas logo na capa de “Criança 44”:

 
“Criança 44 é um romance de estréia formidável: original e fascinante da primeira à última página

 
P.S: O livro faz parte de uma trilogia. A segunda parte é chamada “O Discurso Secreto”.

2 Respostas to ““Criança 44””

  1. Mell 22/01/2012 às 1:03 AM #

    Parece muito interessante o livro!! Seu blog está cada vez melhor, caloura. Parabéns!!

    • vanialuciacoelho 22/01/2012 às 1:18 AM #

      Olha essa Mell, minha gnt! Valeu, minha veterana favorita! Volte Sempre!
      Bjos. =)

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