Archive | fevereiro, 2012

Raízes do racismo

22 fev

Quando se fala em racismo, cada um tem sua opinião e não tem jeito: em quase 100% das discussões a respeito desse assunto, os envolvidos insistem em afirmar que não se consideram racistas. Mas, afinal, será que nós, brasileiros, estamos sendo sinceros nessa colocação?

Uma pesquisa na cidade de São Paulo. Duas perguntas são feitas aos entrevistados: “Você acha que existe preconceito racial no Brasil”? E “Você tem preconceito”? Quase 100% dos paulistanos entrevistados respondem ‘sim’ à primeira pergunta, mas quase nenhum se considera racista. Fato, no mínimo, curioso: quem é racista, então?

Falar sobre as raízes do racismo é ainda mais curioso e difícil. Há pesquisadores que consideram que essa questão só passou a existir após a abolição da escravatura, afirmando que a relação que antes predominava entre escravos e senhores não era racial, de negros e brancos, mas sim estrutural, de “empregado e patrão”. Outros, porém, creditam o “problema” à chegada dos primeiros negros ao país, e há aqueles que não acreditam em questão racial, mas em questão social, pois no Brasil “o branco pobre é negro, e o negro rico é branco”. Existem ainda, além dessas, tentativas “religiosas” de entender as raízes do racismo, aquelas que buscam explicar o fato através das escrituras,  como a do deputado e pastor Marco Feliciano:

Seja qual for a “fórmula” do surgimento do racismo, e eu acredito que ela ainda não tenha sido encontrada ou pelo menos aceita em consenso pelos pesquisadores da área, o que não dá pra duvidar é que o preconceito racial gera inúmeras discussões e questões políticas e sociais (que como exemplo se pode citar as tão famosas cotas pra negros nas universidades) e é, sem dúvida, passado de geração para geração:

 

O objetivo desse post não é aprofundar um assunto tão delicado e ainda tão passível de modificações teóricas. Se nem mesmo os estudiosos do assunto encontraram um ponto de equilíbrio que “explique” melhor as raízes da questão racial, essa postagem é que não vai ter tal pretensão. O real objetivo é apenas questionar até que ponto nós somos racistas e fazer pensar em qual teoria possa estar a explicação para as raízes do racismo.

Para ler e entender mais: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/jan2001/cad158-1.html

Alzheimer não tem cura. Será?

9 fev

Quando estudamos geografia na escola, aprendemos que os países mais desenvolvidos possuem sua população distribuída na forma de uma pirâmide cuja base (pessoas de até 19 anos) é menor do que o topo (idosos), tudo devido ao controle de natalidade e às boas condições de vida que, naturalmente, contribuem pra que as pessoas tenham menos filhos e vivam mais.

A pirâmide do Brasil era basicamente o contrário disso, com uma população predominantemente jovem. Porém, como o nosso país, voltando à geografia, passou a fazer parte do BRIC (grupo de países que mais tem se desenvolvido, formado por Brasil, Rússia, China e Índia), o desenvolvimento social tem contribuído para alterar nossa pirâmide etária e proporcionar uma melhor qualidade de vida à população que, conseqüentemente, vive mais.

Vivendo mais é que surgem alguns “problemas”. Não vamos falar de previdência, mas de doenças.

Alzheimer, mais especificamente.

Procure perguntar aos seus avós ou a qualquer outro idoso se esse nomezinho alemão era sequer conhecido “na época deles”. Certamente, vocês vão ouvir um “não”. E o motivo é simples: há algumas décadas, uma pessoa com essa demência era simplesmente vista como “louca” e internada num hospício ou algo do tipo. Simples.

Foi só depois de o tal pesquisador alemão Alzheimer descobrir o Alzheimer que passou a haver um maior esclarecimento social sobre o que era essa doença.

Hoje, ainda, sabe-se muito pouco sobre ela. Ou melhor dizendo, sabe-se muito sobre ela, mas não se tem a cura para ela.

Um idoso diagnosticado com Alzheimer hoje (e isso costuma demorar a acontecer, já que os lapsos de memória da fase inicial da doença são visto apenas como esquecimentos casuais) tem apenas tratados os sintomas da doença e não a sua causa. Basicamente, o idoso é tratado à base uma substância chamada rivastigmina, cuja função é potencializar a transmissão dos impulsos nervosos e auxiliar (um pouco) no déficit cognitivo do paciente.

Só uma observação: O medicamento que cumpre essa função de tratar o Alzheimer é bastante caro, custa uma média de R$300.

Entrando agora num lado mais pessoal do assunto, eu sempre acreditei muito em tratamentos fitoterápicos. Aliás, acredito piamente que a cura, o tratamento e a prevenção de todos os nossos males estão livres na natureza, só esperando serem descobertos pela ciência.

Com o Alzheimer não é diferente.

Recentemente, algumas pesquisas importantes de diferentes universidades comprovaram que alguns componentes naturais poderiam ter efeitos importantes sobre o mal de Alzheimer. São eles: canela, ômega 3, cúrcuma e chlorella.

O primeiro, canela, por ser antiinflamatório, é capaz de inibir e dissolver os conglomerados de proteínas beta-amilóides que são as responsáveis por “tomar” o cérebro e causar o Alzheimer.

O segundo componente natural é o ômega 3, um tipo de óleo encontrado principalmente em peixes. Os pesquisadores, fazendo testes em ratos afetados pela doença, descobriram que o ômega também conseguiu reduzir as placas de proteínas amilóides cerebrais, fazendo com que a doença “estacionasse” e o idoso tivesse suas funções cognitivas preservadas.

A terceira substância é a Cúrcuma, atual queridinha dos pesquisadores que buscam a cura para o Alzheimer. Esse elemento pode ser encontrado no Curry, aquele tempero amarelo tão famoso entre os orientais. Basicamente, a cúrcuma tem um efeito neuroprotetor, protegendo as células dos radicais livres e ainda eliminando estruturas ligadas às doenças neurodegenerativas.

A quarta e última aliada natural dos pacientes com Alzheimer é a Chlorella, planta capaz de fazer uma verdadeira “varredura” no nosso organismo, eliminando os metais tóxicos que adquirimos por meio da alimentação ao longo da vida. A Chrorella, segundo pesquisas, seria capaz de fazer uma “terapia de quelação”, aumentando a atividade cerebral e auxiliando no tratamento de demências.

Basicamente, são essas as quatro substâncias que mais prometem benefícios reais aos idosos diagnosticados com Alzheimer.

É bom lembrar que todas as pesquisas relacionadas a essas substâncias ainda estão em andamento, não há nada conclusivo. Porém, enquanto as novas descobertas não vêm, por que não lançar mão de elementos naturais no seu dia-a-dia ou no dia-a-dia daquele idoso que você conhece e cuja memória já não anda tão boa? Se o efeito não for o desejado, mal também não vai fazer.

Até a próxima.

Parceiro do Palavroeiro

5 fev

Esse breve post é pra divulgar a mais nova parceria do Palavroeiro: o site Coolture News

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