Raízes do racismo

22 fev

Quando se fala em racismo, cada um tem sua opinião e não tem jeito: em quase 100% das discussões a respeito desse assunto, os envolvidos insistem em afirmar que não se consideram racistas. Mas, afinal, será que nós, brasileiros, estamos sendo sinceros nessa colocação?

Uma pesquisa na cidade de São Paulo. Duas perguntas são feitas aos entrevistados: “Você acha que existe preconceito racial no Brasil”? E “Você tem preconceito”? Quase 100% dos paulistanos entrevistados respondem ‘sim’ à primeira pergunta, mas quase nenhum se considera racista. Fato, no mínimo, curioso: quem é racista, então?

Falar sobre as raízes do racismo é ainda mais curioso e difícil. Há pesquisadores que consideram que essa questão só passou a existir após a abolição da escravatura, afirmando que a relação que antes predominava entre escravos e senhores não era racial, de negros e brancos, mas sim estrutural, de “empregado e patrão”. Outros, porém, creditam o “problema” à chegada dos primeiros negros ao país, e há aqueles que não acreditam em questão racial, mas em questão social, pois no Brasil “o branco pobre é negro, e o negro rico é branco”. Existem ainda, além dessas, tentativas “religiosas” de entender as raízes do racismo, aquelas que buscam explicar o fato através das escrituras,  como a do deputado e pastor Marco Feliciano:

Seja qual for a “fórmula” do surgimento do racismo, e eu acredito que ela ainda não tenha sido encontrada ou pelo menos aceita em consenso pelos pesquisadores da área, o que não dá pra duvidar é que o preconceito racial gera inúmeras discussões e questões políticas e sociais (que como exemplo se pode citar as tão famosas cotas pra negros nas universidades) e é, sem dúvida, passado de geração para geração:

 

O objetivo desse post não é aprofundar um assunto tão delicado e ainda tão passível de modificações teóricas. Se nem mesmo os estudiosos do assunto encontraram um ponto de equilíbrio que “explique” melhor as raízes da questão racial, essa postagem é que não vai ter tal pretensão. O real objetivo é apenas questionar até que ponto nós somos racistas e fazer pensar em qual teoria possa estar a explicação para as raízes do racismo.

Para ler e entender mais: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/jan2001/cad158-1.html

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