Archive | março, 2012

A questão de gênero, também para crianças

31 mar

Desde o nascimento de uma criança, ou ainda, desde o momento em que uma gravidez é descoberta, pais e mães começam a se preocupar com questões relativas ao sexo do bebê.

A decoração do quarto, roupas e brinquedos só começam a ser escolhidos a partir do momento em que se sabe o gênero da criança (o típico “rosa para meninas, azul para meninos”).  Antes disso, tudo o mais “neutro” possível.

Ao longo do tempo, essa criança, que já convivia com as imposições de gênero desde o nascimento, se vê “obrigada” a continuar enfrentando tais paradigmas. Na pré-escola, por exemplo, determinados jogos e brincadeiras são mais voltados às meninas que aos meninos, e vice-versa.  Meninos devem ter mais amigos do mesmo sexo e praticar atividades mais intensas; meninas têm que ser mais “recatadas” em seu comportamento e brincar de forma mais “delicada”.

Isso se estende, claro, até a vida adulta. E os paradigmas de gênero vão das brincadeiras infanto-juvenis às profissões e às capacidades como um todo: “mulher não sabe dirigir, nem fazer contas, nem jogar futebol; homens não são bons donos-de-casa, homens não levam jeito pra moda ou pra decoração” e por aí vai.

Pensando em tudo isso, uma professora resolveu trabalhar a questão do gênero com seus alunos da primeira série. Pra começar, ela levou para a sala-de-aula um livro sobre um menino que queria muito ganhar uma boneca. Em seguida, fez duas colunas e pediu que os alunos fossem completando com brincadeiras para meninos e brincadeiras para meninas.

Meninas podem brincar de Lego? A maior parte respondeu que sim. Meninos podem brincar de boneca? Como eles haviam acabado de conhecer a história do menino do livro infantil, não houve reprovação.

E assim a turma foi se “soltando”. Meninas declararam que brincavam de carrinho, meninos passaram a não achar tão estranho o fato de certos homens pintarem as unhas.

Para aperfeiçoar ainda mais o processo de quebra de paradigmas de gênero entre as crianças, a professora passou a dividir a turma não mais em filas “meninas-de-um-lado-meninos-de-outro” e sim em filas do tipo “quem gosta mais de gato, fica à esquerda; quem prefere cachorro, à direita”. Ela também passou a chamá-las por crianças e não “meninos” ou “meninas” e, no fim, perguntou se alguma delas já deixou de fazer algo por ser do sexo masculino ou feminino. Resultado: muitas mãos foram levantadas.

Ao longo do tempo, as crianças foram muito beneficiadas por essas novas atitudes. Elas se tornaram mais tolerantes, mais inclusivas. Tudo isso sem falar nos diversos ganhos em se sentir capaz de qualquer coisa, independente do sexo que se tenha.

Lendo esse caso acima, lembrei de uma reportagem de algum tempo atrás de um jovem casal que decidiu não revelar o sexo de sua criança. Para eles, é fundamental que ela possa crescer sem todas essas barreiras de gênero impostas pela sociedade.

Não se sabe ainda os efeitos que essa decisão pode acarretar no comportamento de uma criança. Mas, sem dúvida, ela irá sofrer os pré-conceitos de uma sociedade que ainda insiste em dividir seus membros em dois grupos, desde o nascimento: o “azul” e o “cor-de-rosa”.

O vídeo abaixo é a animação do livro infantil sobre o menino que queria ganhar uma boneca.

FONTES: http://www.escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2012/03/professora-trabalha-com-generos-na.html

http://togetherforjacksoncountykids.tumblr.com/post/14314184651/one-teachers-approach-to-preventing-gender-bullying-in

Patriotismo ou Nacionalismo?

19 mar

Na mesma linha do post publicado aqui no Palavroeiro sobre Genético e Hereditário, o post de hoje vem confrontar dois conceitos bastante similares e que causam muita confusão: Patriotismo e Nacionalismo.

O termo “patriota”, como sabemos, é comumente utilizado para se referir às pessoas que amam seu país, sentem orgulho de pertencerem a uma determinada nação, etc. E não está errado.

Já o sentido de “nacionalismo” é frequentemente confundido com o primeiro (o que, em algumas situações é um equívoco, já que nem todo patriota, necessariamente, é um nacionalista).

Patriotas, como afirmam os parênteses acima, nem sempre são Nacionalistas. Mas, sim, existem casos em que os dois conceitos se fundem:

Especialmente em épocas de crises econômica ou política, surge um patriotismo exacerbado, radical. Esse sentimento se torna um fenômeno psicossocial e, em alguns casos, se transforma em doutrinas muito bem elaboradas.

O nacionalismo, ainda, devido a toda essa exaustão, corre um risco que o patriotismo não corre: o de, devido a um excesso de “amor” à nação, acabar se tornando xenofóbico.

Em outras palavras, é muito legal amar o país a que se pertence, valorizá-lo, ter mesmo orgulho de pertencer a uma nação, mas sempre seguindo a receita do equilíbrio e tendo consciência de que todos os países do Mundo, independente do grau de desenvolvimento, têm suas próprias origens, costumes, problemas. E isso deve ser respeitado.

FONTE: http://www.nacionalismo.com.br/txt/txt00.html

Evolução da comunicação

4 mar

Lendo o metalinguístico livro “O futuro do livro”, percebe-se que muitos autores, intelectuais, editores ou apaixonados por leitura consideram que o livro, como o conhecemos (no papel) nunca morrerá. Isso porque, mesmo com todos os e-books chegando no mercado e se tornando cada vez mais acessíveis, o prazer de se ter um livro em mãos, sentir sua textura, seu cheiro e poder carregá-lo pra onde quiser (sem ter de se preocupar em ligá-lo, desligá-lo, recarregar a bateria) tudo isso, não tem preço.

É mesmo uma visão bem romântica do livro, e prevalece.

Quando se fala na comunicação como um todo (e aí também o livro se encaixa, por ser um suporte para a informação) sempre que surge uma novidade, surge também com ela os burburinhos de que as antigas formas desaparecerão.

Foi assim quando surgiu o cinema e todos acreditavam que o teatro desaparecia; com a TV, que trouxe a convicção de que o rádio acabaria de vez; com o CD, depois com o DVD, enfim, é assim sempre que surge algo novo: os “velhos” se vêem ameaçados.

O mais legal de tudo isso é que o que vemos, na prática, é uma comunicação cada vez mais flexível, com espaço para todos os suportes e gostos.

Sim, porque desde o moderninho até o mais saudosista, existem meios de transmissão adequados e disponíveis. Não se é difícil encontrar antigos tocadores de L.P, assim como nem preciso falar do quão fácil e acessível é hoje comprar produtos informáticos de todos os tipos e gostos.

A comunicação é mesmo democrática. Respeita as individualidades e se “molda” de acordo com o público.

Nesse vídeo, são apresentados os mais diversos instrumentos comunicativos, alguns bem defasados, outros praticamente recém-nascidos.

SINCE… from Cyril Calgaro on Vimeo.

Legal é saber que, sei lá, dentro de 1 ano, a evolução já vai ter sido grande o suficiente para vermos um vídeo assim e pensarmos nas muitas novidades que já estão faltando.

%d blogueiros gostam disto: