Náusea literária: O Morro dos Ventos Uivantes

31 mar

Já faz um tempo que não compartilho aqui no blog as impressões sobre minhas últimas leituras. Desde “A Revolução dos bichos”, meu último post na categoria livros, eu já li “Marina”, “O Rei Branco”, “Em nome de Salomé”, “A menina que não sabia ler”, “O que é biblioteca”, “Deuses americanos” e, finalmente “O morro dos Ventos Uivantes”.

Não sei bem o que tem acontecido. Se meu gosto literário tem mudado ou se eu simplesmente não andei tendo a sorte de encontrar um deuses-americanos-3-edlivro arrebatador, do tipo que não se quer mais parar de ler. O fato é que, dentre todos os acima citados, o único que me envolveu mesmo foi “Deuses americanos”, do Neil Gaiman. Este, a propósito, ainda não entrou aqui pro Palavroeiro porque eu pretendo preparar um post especial, inteiramente dedicado às obras dele. Pra isso, claro, eu preciso ler os outros que eu já tenho no livreiro de casa: “Mr. Punch”, “Sinal e Ruído” e “Coisas frágeis”. Do Neil, eu já li também “Lugar nenhum” e, sim, me envolveu bastante.

Após o do Gaiman, talvez apenas “Marina” tenha sido um livro que, apesar de não ter achado tãããão bom, não me deu vontade de abandonar a leitura. Os demais, confesso, tive de ter muita persistência pra continuar até o fim.

Mas nada supera o que eu senti lendo “O morro dos Ventos Uivantes”.

Náusea. Não aquela literal, física, mas uma espécie de Náusea Literária, sei lá, um desconforto, um mal-estar durante a leitura que, muitas vezes, quase me fizeram abandonar o livro pela metade.

Quando eu comprei “O morro”, provavelmente em alguma promoção de loja de departamento na internet, acreditei que tinha feito uma ótima aquisição, mesmo. Já conhecia a fama do título e sabia que havia sido produzido, inclusive, um filme sobre a narrativa. Em outras palavras, fiquei bastante animada com o feito.

Porém, com o passar do tempo, e das páginas, a história foi se mostrando tão entediante e desinteressante que eu não tinha mais nem a minha velha curiosidade de querer ira até o final pra ver se surgia uma redenção, sei lá, um “gran finale” qualquer.

Uma linguagem difícil, típica de clássicos, aliada a uma dezena de nomes e sobrenomes de personagens só poderia resultar em muito cansaço mental. Até você relembrar quem é quem em um determinado trecho do livro, já “perdeu o fio da meada” e precisa reler tudo de novo.

Além das barreiras linguísticas, o enredo também me decepcionou. Não posso dizer o momento exato em que comecei a detestar a história, caso contrário posso ser spoyler e essa não é minha intenção. Mas, basicamente, perdi o brilho nos olhos pelo “Morro dos Ventos Uivantes” pouco depois do início e, confesso, só fui até o fim porque sou muito teimosa.

Se alguém me perguntasse se eu recomendo a leitura desse “clássico”, eu diria que sim. Pesquisando melhor sobre o quê os leitores pensam sobre ele no site do Skoob, percebi que as pessoas alimentam uma relação de amor e ódio com esse livro. Ou você ama ou você odeia. E há ainda aqueles que odiaram na primeira vez, mas, em um outro momento da vida, leram e se apaixonaram. Enfim, eu não corro esse risco porque não pretendo relê-lo.

Abaixo, fica a sinopse da história. Se se interessar, leia, e depois venha me contar em qual categoria você se encaixou: na dos que amaram ou na dos que odiaram.

O_MORRO_DOS_VENTOS_UIVANTES_1353644395PNa fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. “Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff”, diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais surpreendentes de todos os tempos, O Morro dos Ventos Uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas, incluindo os belos personagens de Stephenie Meyer.

3 Respostas to “Náusea literária: O Morro dos Ventos Uivantes”

  1. mayre 25/11/2013 às 12:45 PM #

    Eu amo esse livro!!!!!!!!!!!!!

    • vanialuciacoelho 01/12/2013 às 1:12 AM #

      Legal, Mayre! Então vc se encaixa na categoria dos que amam… hehehehe. Obrigada pelo comentário. Volte sempre.

  2. Bia 13/08/2015 às 6:55 PM #

    Esse livro já estava a um tempo parado na minha estante e, por fim, com as férias, decidi começar a ler. Mas, por mais que tentasse, simplesmente não conseguia continuar a leitura. Algo no livro me travava, não havia fluidez – também fiquei confusa com os nomes e sobrenomes, tive de reler várias vezes alguns trechos para conseguir entender. Decidi pesquisar o enredo na internet pensando que talvez, entendo a história como um todo, haveria maior empatia, valendo a pena o esforço da leitura. Mas, honestamente, não curti. Há gostos e gostos, entretanto percebi que, para mim, a leitura de O Morro dos Ventos Uivantes traria simplesmente um ar melancólico para meu dia (acho que o ultraromantismo não é meu forte). Larguei mesmo para lá, não quis ser teimosa e preferi seguir pra outro livro, haha.

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