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Evolução da comunicação

4 mar

Lendo o metalinguístico livro “O futuro do livro”, percebe-se que muitos autores, intelectuais, editores ou apaixonados por leitura consideram que o livro, como o conhecemos (no papel) nunca morrerá. Isso porque, mesmo com todos os e-books chegando no mercado e se tornando cada vez mais acessíveis, o prazer de se ter um livro em mãos, sentir sua textura, seu cheiro e poder carregá-lo pra onde quiser (sem ter de se preocupar em ligá-lo, desligá-lo, recarregar a bateria) tudo isso, não tem preço.

É mesmo uma visão bem romântica do livro, e prevalece.

Quando se fala na comunicação como um todo (e aí também o livro se encaixa, por ser um suporte para a informação) sempre que surge uma novidade, surge também com ela os burburinhos de que as antigas formas desaparecerão.

Foi assim quando surgiu o cinema e todos acreditavam que o teatro desaparecia; com a TV, que trouxe a convicção de que o rádio acabaria de vez; com o CD, depois com o DVD, enfim, é assim sempre que surge algo novo: os “velhos” se vêem ameaçados.

O mais legal de tudo isso é que o que vemos, na prática, é uma comunicação cada vez mais flexível, com espaço para todos os suportes e gostos.

Sim, porque desde o moderninho até o mais saudosista, existem meios de transmissão adequados e disponíveis. Não se é difícil encontrar antigos tocadores de L.P, assim como nem preciso falar do quão fácil e acessível é hoje comprar produtos informáticos de todos os tipos e gostos.

A comunicação é mesmo democrática. Respeita as individualidades e se “molda” de acordo com o público.

Nesse vídeo, são apresentados os mais diversos instrumentos comunicativos, alguns bem defasados, outros praticamente recém-nascidos.

SINCE… from Cyril Calgaro on Vimeo.

Legal é saber que, sei lá, dentro de 1 ano, a evolução já vai ter sido grande o suficiente para vermos um vídeo assim e pensarmos nas muitas novidades que já estão faltando.

Ter um blog pra quê?

19 dez

Dezembro de 2011, neste mês o Palavroeiro completou seu primeiro ano de existência.
Tudo começou quando meu antigo blog, o “Cantinho da Vânia”, hospedado na plataforma Windows Live, foi repaginado para o WordPress, como todos os blogs que se hospedavam na então plataforma Live.
Nesse momento, um insight qualquer me trouxe a idéia de transformar o meu então blog totalmente pessoal e romântico, com frases, poesias e músicas, em um blog de cultura e variedades, com assuntos que também me interessassem, mas de forma um pouco menos íntima.
Aí, eu escolhi o nome, e pronto, nasceu o Palavroeiro.
Imagino que muitos devem ter começado assim também. Lá em 2006, quando eu criei meu primeiro blog, ainda eram mais freqüentes os blogs estilo “diários pessoais” mesmo. Com o passar do tempo é que o acesso à informação e à troca dela foi crescendo exponencialmente e auxiliou muita gente a criar blogs mais informativos, menos pessoais.
Enfim, foi essa trajetória que eu segui. E é isso também que a jornalista Denise Schittine explora de forma bastante sintética e bem-elaborada no seu livro “Blog: Comunicação e escrita íntima na internet”, que por sinal é o livro que eu estou lendo no momento.
Denise conta toda a trajetória desde os diários trancados à chave, escondidos nas gavetas, até a ascensão da internet, o surgimento dos blogs como diários íntimos virtuais e como relato jornalístico.
E alguns fatos sobre os blogs que a autora aborda nesse livro me levaram a escrever este post.
Por quê ter um blog?
É interessante ver que Denise aborda em seu livro toda a trajetória histórica da privacidade. Com a ascensão da burguesia, a busca por preservar a intimidade foi muito grande. Inclusive, a arquitetura representou muito bem essa condição com as casas cada vez mais divididas em cômodos, pra que todos os membros da família pudessem ter sua privacidade preservada.
Hoje, ao contrário, existe um paradoxo meio “doido”: As pessoas ainda gostam de ter sua privacidade preservada, claro, mas ao mesmo tempo têm um desejo cada vez maior de revelar sua intimidade e ser admirado, ter “fãs”. É isso que a gente vê, principalmente, nas redes sociais e, em âmbito nacional, nos famosos reality shows.
Esse, então, pode ser um dos motivos para se ter um blog: ser visto, admirado, ter pessoas que leiam, “escutem” o que você tem a dizer com a facilidade de não ser julgado “cara a cara”.
Mas, além desse motivo, baseado no livro de Schittine em torno dessa questão do “se mostrar”, eu, como blogueira, pensei em alguns outros fatores que poderiam incentivar alguém a criar um blog.
Em primeiro lugar, todo mundo tem algo a dizer, gostos a compartilhar, dicas e experiências a relatar. Qualquer pessoa, pelo simples fato de viver, independente da bagagem cultural que carregue, passa por experiências que poderiam muito bem ser expostas em um blog.
Além disso, a facilidade que as plataformas de blogs têm proporcionado no momento de editar os posts e inserir vídeos e imagens, por exemplo, pode ser um recurso bastante atraente pra quem gostaria de escrever sobre assuntos específicos, como moda ou música.
Ter um blog pode ser bastante interessante também pra quem gostaria de ter uma espécie de “arquivo pessoal virtual”, pra olhar depois e perceber a evolução, as mudanças de opinião, essas coisas. Pode ser no estilo diário mesmo, que a gente lê depois e recorda os momentos da vida. Ter um blog pode ser ainda uma forma bastante legal e dinâmica de conhecer novas pessoas, fazer amizades, receber comentários de quem você nunca viu…
E, por fim, ter um blog ajuda, e muito, na prática da leitura e da escrita. Escrita essa que, por sinal, tem sido muito vulgarizada devido à falta de leitura e de tempo desse “mundo” cada vez mais acelerado, sedento por abreviações.
Ter um blog, em outras palavras, pode ser uma forma bastante criativa, dinâmica, interativa e interessante de se comunicar.
Até a próxima.

Cores, samba e belezas naturais: O “Brazil” de Walt Disney

8 dez

Mickey, Minnie, Pato Donald… Zé Carioca. Foi através desse personagem que o Brasil foi representado nas histórias de Walt Disney.

No início, década de 40, a chamada “política de boa vizinha” que os EUA pregavam auxiliou no momento de caracterizar o papagaio Zé Carioca como um camarada simpático, com um gingado todo brasileiro inserido num cenário tipicamente tropical, civilizado e de gente receptiva. E é interessante lembrar que todas essas características do “Brazil” de Disney são bastante diferentes daquelas dadas a outros países que não os EUA (retratado nas histórias como “Patópolis”): As demais nações eram mostradas como inferiores e depreciadas através de habitantes vistos como “bárbaros”.

Em outras palavras, os EUA eram uma espécie de “melhor amigo” do Brasil e Walt Disney exprimia bem isso nas aventuras de seus personagens.

Tamanha amizade, entretanto, começou a decair no início da Ditadura Brasileira, quando nosso país passou a ser visto como “atrasado”, sem capacidade nem mesmo para eleger um Presidente da República. Seguindo esse mesmo raciocínio, o até então “bem apessoado” Zé Carioca passou a ser visto como o típico brasileiro preguiçoso, malandro, pobre e desonesto.

O tempo passou. O direito à democracia foi reconquistado e, se hoje essa caricatura do brasileiro, personificada pelo papagaio de Walt Disney, mudou, é difícil responder.

De qualquer forma, é bastante interessante ver o Brasil, e a música brasileira, retratados de forma tão colorida e bonita num filme de Walt Disney (mesmo que essa “poesia” toda tenha sido baseada numa “amizade” que andou passando por certos “altos e baixos”…)

Abaixo, você pode conferir o trecho “Aquarela do Brasil” do filme “Saludos Amigos”, de 1942:

Até a próxima.

Independência Brasileira: Um ato, várias faces.

5 set

Pra muita gente, é apenas mais um feriado. Pra outros, um dia de sair cedinho de casa com a família pra acompanhar o desfile cívico e, como em poucas ocasiões, sentir orgulho da pátria.

Seja como for, o dia do tão famoso grito de “Independência ou Morte” dado por Dom Pedro marca a ruptura de uma aliança até então predatória vivida entre Brasil e seu colonizador, Portugal. Como se não bastasse, o 7 de setembro sinaliza também o marco do início da temida Dívida Externa.

O vídeo abaixo conta de forma interativa e bem-humorada como foi essa transição de Brasil-Colônia para Império Independente (tudo através de mensagens de MSN trocadas entre Dom Pedro e o rei de Portugal, D. João VI)


 
O 7 de setembro é visto também por muita gente como um ato heróico e belo, bem representado pelo famoso quadro de Pedro Américo, “Independência ou Morte”.

D. Pedro montado num cavalo branco, às margens do rio Ipiranga, armado e demonstrando total engajamento em favor da pátria realmente são gestos bonitos, que simbolizam heroísmo. Porém, será que foi realmente assim?

quadro da Independência

Pra começar, o pintor do quadro, Pedro Américo, não estava presente no “evento”. Ele só entregou a encomenda à Família Real em 1888, 66 anos depois do ato da Independência.

Além disso, o artista foi acusado de plagiar uma outra pintura chamada “1807, Friedland” de Ernest Messonier, que representa uma batalha vencida por Napoleão Bonaparte:

Friedland

A semelhança entre as obras é bastante explícita.

Como se não bastasse, o livro “1822 – Como um homem sábio, uma princesaCapa do livro 1822 triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil – um país que tinha tudo para dar errado”, conta de forma curiosa e bem-humorada como realmente aconteceu a Independência. O escritor Laurentino Gomes apresenta um Dom Pedro mais humano, nem como um herói patriota e nem como o jovem de 23 anos, mulherengo e irresponsável; mostra também a importância de outros personagens “secundários”, como José Bonifácio e a princesa Leopoldina, ambos intelectuais da época com larga experiência e conhecimentos sobre política, que muito ajudaram Dom Pedro. O jornalista usa ainda algumas curiosidades bastante engraçadas sobre o ato às margens do rio Ipiranga, como a mulinha na qual o futuro imperador estava montado e a dor de barriga que o assolava.

Clique aqui para ler um trecho da obra de Laurentino Gomes.

Independente do enredo, um bom 7 de Setembro a todos e Até a Próxima.

FONTES: http://www.cartacapital.com.br/carta-na-escola/um-barril-de-polvora-chamado-brasil

http://pessoas.hsw.uol.com.br/ipiranga.htm

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/800336-confira-trecho-do-novo-livro-de-laurentino-gomes-1822.shtml

Senhoras e Senhores… Aurora Boreal!

9 ago

A Natureza, apesar de todos os danos sofridos no decorrer dos tempos, ainda continua nos proporcionando verdadeiros espetáculos ao ar livre.

Um desses shows naturais acontece devido a uma grande quantidade de explosões de partículas que, eletrizadas, colidem com os gases da atmosfera e criam um belíssimo espectro luminoso.

Esse é o famoso fenômeno da Aurora Boreal.

 

Para aqueles que algum dia desejam assistir a esse espetáculo natural “na primeira fila”, é necessário saber que a Aurora Boreal ocorre, geralmente, no final da tarde ou durante a noite nas regiões polares do planeta. E, inclusive, é possível vê-la perfeitamente a olho nu.

 

Existem ainda algumas curiosidades sobre esse show de luzes: A primeira é que o nome, Aurora Boreal, foi criado por Galileu Galilei em homenagem à deusa romana que simbolizava o amanhecer, Aurora, e ao seu filho Boreas.

A segunda é que os ventos solares que nos proporcionam o fenômeno também são responsáveis por diversas interferências em sinais de TV, satélites, radares e telefonia.

A terceira é que a Aurora Boreal ocorre não apenas na Terra, mas também em Saturno, Marte e Júpiter. E, os meses mais comuns para o seu aparecimento são fevereiro, março, abril, setembro e outubro.

 

Nem só de neve e Papai-Noel é feito o Pólo Norte. Que tal aproveitar algum desses cinco meses do ano para apreciar de perto a beleza e grandiosidade da nossa mãe Natureza?

 

Fontes: http://www.suapesquisa.com/geografia/aurora_boreal.htm

http://www.noruega.org.br/Travel/A-magia-da-aurora-boreal/

Os Super-Brasileiros!

31 jul

Todo mundo já leu um gibi, viu um filme ou assistiu a um desenho animado de um Super-Herói.

Esses humanos dotados de poderes especiais sempre encantaram crianças e adultos há várias gerações ao redor do Mundo.

Entretanto, existem alguns desses “super-seres” que foram especialmente importantes por aqui:

São os Super-Heróis Brasileiros.

A história começa na década de 50, quando as editoras brasileiras adaptaram os heróis da Marvel para um estilo nacional. Foi nessa época que surgiram nomes como Capitão 7, Raio Negro, O Judoca, Mylar, Velta e Meteoro.

capitão7O Capitão 7 lembra em partes a história do Superman: Carlos era filho de um bondoso casal que resolveu dar abrigo a um alienígena. Como forma de retribuir o agrado, o E.T leva o garoto para o sétimo planeta, onde ele começa a desenvolver suas primeiras habilidades especiais.

Quando ele volta para a Terra, começa seu combate ao mal e assume a identidade secreta de um químico que namora Silvana, filha de um tenente da Interpol. Continue lendo

60 segundos na Internet

3 jul

1 minuto ou, mais precisamente, 60 segundos.
Passa rápido…
Mas, você sabia que, apenas nesse intervalo de tempo, mais de 600 novos vídeos são postados no YouTube, 168 milhões de e-mails enviados e mais de 98 mil tweets tuitados?
Os números são realmente impressionantes. E o infográfico abaixo, criado pela empresa Go-Globe, traz vários outros números surpreendentes que acontecem na internet nesse pequeno espaço de tempo:

internet em 60 segundos, Go-Globe

E pensar que tudo isso aconteceu enquanto você lia esse post…

Até a próxima.

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