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Claudina Oliveira: quebra (dupla) de paradigmas

16 jan

Quando o assunto é profissão, são muitos os pré-conceitos.  Socialmente falando, é muito mais comum e “normal” que se vejam homens monopolizando áreas consideradas estritamente racionais, como as ligadas a cálculo e consertos em geral e aquelas ligadas a esforço físico.  Às mulheres, são socialmente comuns as profissões mais “humanizadas” e domésticas: professoras, secretárias, vendedoras, empregadas domésticas, bibliotecárias.
É claro que, na contramão disso, também vemos muitos homens atuando nessas últimas áreas e, da mesma forma, milhares de engenheiras, mecânicas e caminhoneiras por aí. Detalhe: enquanto eu digitava esse texto, o Word acusou erro na palavra “caminhoneiras” e me sugeriu “caminhoneiros”…
Pois bem. Como eu ia dizendo…
Por mais que existam essas quebras de padrão no âmbito profissional, os pré-conceitos insistem em aparecer e todos nós sabemos disso. Aliás, por experiência própria, como estudante de biblioteconomia, eu sei bem que quando as pessoas pensam no ser “carrasco” de óculos e coque por trás do balcão de uma biblioteca, não é um homem que eles imaginam.
Enfim. Esse post vem contar a história de uma pessoa que quebrou duplamente os tais paradigmas que a sociedade impõe. Primeiramente, por ser mulher, e, depois, por ser idosa.
Claudina Oliveira é mecânica de motos. Uma idosa mecânica de motos.
Ambas as afirmações são, no mínimo, exceções. Quando juntas, então, são duplamente quebra de paradigmas: Claudina Oliveira é uma mulher idosa, mecânica de motos.
Eu admito que quando assisti a reportagem com a história dessa mulher fiquei bastante surpresa. Nem tanto por ser uma mulher, mas por ser idosa. Na verdade, eu achei meio absurdo que uma pessoa nessa idade ainda trabalhasse. Porém, ao longo do vídeo eu vi que a dona Claudina começou a trabalhar  na oficina do filho pra ajudá-lo e hoje adora tanto o que faz que não quer parar.
Quer quebra de paradigma maior que essa? Uma mulher exercendo uma função socialmente típica de um homem ao invés de estar em casa fazendo crochê e cozinhando para os netos, que é o que se espera de qualquer “vovó” por aí?
Diante de tudo isso é que a senhora Claudina Oliveira me motivou intensamente a escrever um post para a categoria “gente” – gente que quebra padrões, que sai do “comum, gente realmente diferenciada.
Fica abaixo o vídeo da reportagem sobre a história da dona Claudina:

Marcos Mariano da Silva: Justiça que Falha e Tarda.

4 dez

Em uma das postagens da categoria “Notícias e Política”, aqui do Palavroeiro, a matéria intitulada “Pimenta Neves: Justiça que tarda e falha” abordou a demora do judiciário em solucionar o homicídio cometido pelo então colega de profissão da jornalista Sandra Gomide.

Pimenta Neves fugiu do flagrante, tomou grande quantidade de medicamentos como forma de alegar doença psiquiátrica e depois, simplesmente, passou a viver de forma tranqüila em sua casa num bairro nobre de São Paulo. Hoje, devido à idade avançada, dificilmente pagará pelos seus atos em uma prisão.

Marcos Mariano da Silva, por sua vez, além de brasileiro, não possuía nenhuma grande similaridade com Pimenta Neves: Mecânico, de origens humildes, ele não carregava o peso de uma vida pública, nem de um nome conhecido. Enfrentou, porém, como o primeiro, a acusação de um crime e a impunidade da justiça.

Para entender melhor o caso, é preciso remontar à década de 70, mais especificamente no ano de 1976, quando Marcos foi preso acusado de um assassinato que, na verdade, quem cometeu foi um outro Marcos Mariano da Silva.

A coincidência dos nomes o levou para a cadeia, onde ficou por seis anos, até que o verdadeiro culpado aparecesse.

Marcos, então, foi solto e, três anos depois, a tal “justiça”, que já havia falhado gravemente, falhou por uma segunda vez: Parado numa blitz quando dirigia um caminhão, foi reconhecido por um dos policiais como sendo um assassino. Levado aos tribunais, Marcos foi novamente preso por decisão de um juiz que sequer teve a capacidade de ler seu processo, alegando que a então vítima havia “violado a liberdade condicional”.

Não teve jeito. O mecânico honesto, vítima da impunidade e da incapacidade jurídica brasileira, voltou pra trás das grades.

Foram 13 anos na cadeia. Uma tuberculose. Cegueira nos olhos. Um casamento perdido. O primeiro julgamento durou seis anos.

Em outras palavras, foram dezenove anos encarcerado por um crime não cometido.

Marcos Mariano da Silva morreu no último dia 22 de novembro, quando receberia a segunda parte de sua indenização de mais de 2 milhões de reais. Seu caso foi considerado o “maior e mais grave atentado à violação humana já visto na sociedade brasileira”.

E o que há de tão irônico nesta história de vida com a história do assassino Pimenta Neves?

Enquanto a justiça, para este último, rico, importante, tardou e falhou, deixando que ele vivesse tranquilamente à margem de um crime realmente cometido; a justiça, para Marcos Mariano da Silva, mecânico, humilde, falhou e tardou, acusando-o de um falso crime e privando-o, por quase duas décadas, de um de seus bens mais valiosos: a Liberdade.

 

Profecia ou Coincidência?

7 jul

nostradamusDesde criança, esse francês se interessava por matemática.  Já adolescente, estudou Letras e astrologia.  Acabou se graduando em Medicina e era praticante de alquimia. Entretanto, foi pela capacidade de prever o futuro que Michel de Nostredame realmente se destacou.

Indivíduo multifacetado, Nostradamus (forma latinizada pela qual seu nome ficou conhecido), diante de tal habilidade profética, tornou-se o principal conselheiro de reis franceses como Henrique II e Carlos IX.  Também baseado nessa característica peculiar é que foi escrito seu livro mais famoso: As Centúrias.

Mas, afinal, quais foram suas principais profecias? Será que elas são apenas mera coincidência? Ou, realmente, uma pré-visão do que viria a acontecer no Mundo? Continue lendo

Joaquim José da Silva Xavier: Tiradentes

21 abr

21 de Abril. Todo mundo aproveita o feriado, mas poucos sabem o porquê de ele existir.

Os que sabem que o motivo foi Tiradentes, não sabem ao certo quem foi esse homem.

Então, conheçam agora a história de um dos Heróis do nosso país: Joaquim José da Silva Xavier.

Em primeiro lugar, o apelido “Tiradentes” tinha motivo, afinal, além de tropeiro, comerciante, minerador e militar, Joaquim era dentista.

Ele foi um dos integrantes da Aristocracia Mineira. E, juntamente com intelectuais como poetas e advogados, formou o grupo dos Inconfidentes Mineiros.

O principal objetivo desses homens era libertar o Brasil da exploração Portuguesa, que na época impedia que tivéssemos uma constituição e que implantássemos indústrias, além, é claro, de cobrar impostos exorbitantes.

Tudo isso tornava ainda mais pobre a população e ainda mais revoltados os Inconfidentes.

Tiradentes, como um bom comunicador dotado de organização e liderança, tornou-se o Inconfidente mais notável, de maior influência.

Liderados por ele, o grupo saía às ruas dando Viva à República e conquistando o apoio de todos os moradores.

Porém, antes que a Revolução fosse concretizada, em 1789, o engajamento do grupo foi “freado” por Joaquim Silvério dos Reis e interrompido pelas tropas oficiais.

Tiradentes, no início negando sua participação, decidiu posteriormente assumir toda a responsabilidade do movimento, e, como era de se esperar, foi condenado.

Alguns dos Inconfidentes, diante de sua posição como intelectuais aristocratas, foram penalizados, mas de forma branda, como o açoite em praça pública.

Tiradentes, porém, sem influências políticas ou econômicas, foi condenado à forca, teve partes do seu corpo expostas na estrada que ligava o Rio de Janeiro a Minas Gerais, e todos os seus bens foram confiscados ou queimados.

Joaquim José da Silva Xavier foi, portanto, um Verdadeiro Herói Brasileiro bastante digno dessa memória em seu nome: o feriado de 21 de abril, dia de Tiradentes.

O “imortalizado” Chaplin

22 fev

16 de abril de 1889. Filho de um vocalista e ator e de uma também cantora e atriz, nascia, em Londres, Charles Spencer Chaplin Jr.

Charlie Chaplin, como passou a ser conhecido mundialmente.

Precoce, cumpriu desde muito cedo sua sina como artista quando, aos cinco anos de idade, pisou em um palco pela primeira vez: Foi cantar “Jack Jones” para substituir a mãe, que teve sua apresentação vaiada pelo público.

Após isso não parou mais. Continue lendo

Eduardo Pinheiro: Determinação

11 fev

Foi com grande orgulho e admiração que esse post foi selecionado para inaugurar a mais nova categoria do Palavroeiro: Gente.

Nela, serão contadas histórias ou episódios de vida de pessoas, famosas ou não, que fizeram algo notável.

Para começar, Eduardo Piniano Pinheiro.

Há alguns dias, todos os maiores sites de notícias da internet contaram a batalha desse rapaz que, aos 18 anos, luta contra um câncer.

Isso, por si só, já é motivo de admiração.

Porém, Eduardo foi muito além… Continue lendo

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