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Patriotismo ou Nacionalismo?

19 mar

Na mesma linha do post publicado aqui no Palavroeiro sobre Genético e Hereditário, o post de hoje vem confrontar dois conceitos bastante similares e que causam muita confusão: Patriotismo e Nacionalismo.

O termo “patriota”, como sabemos, é comumente utilizado para se referir às pessoas que amam seu país, sentem orgulho de pertencerem a uma determinada nação, etc. E não está errado.

Já o sentido de “nacionalismo” é frequentemente confundido com o primeiro (o que, em algumas situações é um equívoco, já que nem todo patriota, necessariamente, é um nacionalista).

Patriotas, como afirmam os parênteses acima, nem sempre são Nacionalistas. Mas, sim, existem casos em que os dois conceitos se fundem:

Especialmente em épocas de crises econômica ou política, surge um patriotismo exacerbado, radical. Esse sentimento se torna um fenômeno psicossocial e, em alguns casos, se transforma em doutrinas muito bem elaboradas.

O nacionalismo, ainda, devido a toda essa exaustão, corre um risco que o patriotismo não corre: o de, devido a um excesso de “amor” à nação, acabar se tornando xenofóbico.

Em outras palavras, é muito legal amar o país a que se pertence, valorizá-lo, ter mesmo orgulho de pertencer a uma nação, mas sempre seguindo a receita do equilíbrio e tendo consciência de que todos os países do Mundo, independente do grau de desenvolvimento, têm suas próprias origens, costumes, problemas. E isso deve ser respeitado.

FONTE: http://www.nacionalismo.com.br/txt/txt00.html

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5 fev

Esse breve post é pra divulgar a mais nova parceria do Palavroeiro: o site Coolture News

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2012 rumo ao não-conformismo

2 jan

E mais um ano chegou…

Como sempre, as pessoas agora se aproveitam da entrada do Novo Ano pra buscar as tais melhorias pessoais, profissionais e, para as mais altruístas, globais.

A propósito, falando em altruísmo, bem que seria muito bom se o famoso espírito bondoso que nasce no Natal não tivesse um prazo de validade tão curto. Parece que como nessa época do ano os comerciais de TV são todos cheios de sentimentos, com familiares e amigos se abraçando e se presenteando diante de uma mesa farta as pessoas ficam mais sensibilizadas ou sei-lá- o- quê e sentem vontade de ajudar o próximo. O Ano Novo, ao contrário, tá mais pra “Mega da Virada” que pra sentimento fraternal, mas enfim, não é sobre essa manipulação midiática que esse post vem falar.

Na verdade, assistindo hoje a uma reportagem do programa Domingo Espetacular, muito bem-feita por sinal, (assista aqui) sobre como foi e o que representa a virada do Ano para grupos de moradores de rua de várias capitais brasileiras, eu me peguei pensando pra onde teria fugido o espírito de bondade do Natal.

O que mais me indignou, e acredito que indignaria qualquer pessoa com um mínimo de respeito pelo ser humano, foi ver pessoas sem praticamente nada pra comer na noite do Réveillon enquanto os fogos brilhavam no céu e milhões brindavam a chegada de novos planos, expectativas, desejos e por aí vai.

Essas pessoas, que vão desde crianças até idosos, ao contrário da maioria, não têm o que festejar e nem planos pra elaborar. Elas se vêem muitas vezes obrigadas a enfrentar essa vida (sim, porque ao contrário do que muita gente pensa, nem sempre os moradores de rua estão ali por má vontade ou falta de caráter, muitos simplesmente não encontram outra saída) como o caso da mulher abandonada pelo marido com quatro meninas, morando embaixo de um viaduto, que não tem como trabalhar por não poder deixá-las sozinhas, ou o caso do homem que se envolveu com drogas, foi preso, ficou desempregado e devido ao histórico criminal não conseguiu mais trabalhar e ainda a mulher que perdeu a casa num desastre e, com baixo salário e descaso do governo, foi parar nas ruas.

Vendo esse tipo de cena, muitos sentimentos vêm à tona. No caso dos moradores de rua de Brasília, por exemplo, a ironia de ver pessoas passando fome a uma distância de 500 metros do Palácio do Planalto, onde dezenas de políticos enchem seus bolsos com o dinheiro do povo e usufruem de tantas mordomias sem merecimento, a sensação é de extrema revolta. Aliás, é exatamente aí que começa o primeiro passo rumo ao não-conformismo que todos nós deveríamos adotar agora nesse início de ano eleitoral. É na escolha dos governantes que se baseiam as mudanças pra melhor ou pra pior e, sim, ao contrário do que disse o palhaço Tiririca em sua campanha eleitoral, as coisas podem piorar sim, e muito!

O segundo passo não menos importante rumo ao não-conformismo seria basicamente deixar de ver certas coisas com apatia, como se fossem “normais”. Olhar um mendigo na rua comendo lixo não é normal. Ver uma criança fora da escola, dormindo embaixo de um viaduto também não é normal. E não importa se falamos de uma cidade do interior ou uma capital com milhões de habitantes: nós devemos sim ficar revoltados com essas cenas porque, como num ciclo, são elas que vão provocar a indignação necessária pra que possamos agir de forma correta no nosso primeiro passo rumo ao não-conformismo: o momento de escolha dos governantes.

E, enquanto os maus políticos com suas políticas públicas ineficientes não se mostram capazes de trazer melhorias às vidas dos moradores de rua, por que nós mesmos não saímos do nosso conformismo para ajudar o próximo?

Proteção entre aspas.

13 out

É comum assistirmos nos filmes de ação americanos cenas protagonizadas pelo Programa de Proteção à Testemunha. Nesses filmes, a ficção não foge à realidade e apresenta mudanças de endereço, de identidade e, até mesmo, de fisionomia dos cidadãos protegidos pelo programa.

Nos Estados Unidos da vida real, todos esses procedimentos são efetuados pelo US Marshall`s Service, que existe desde 1789 e já protegeu mais de 6000 testemunhas.

Esse programa norte-americano tem sido, inclusive, desde 1960, período em que passou por mudanças, bastante eficiente no controle do crime organizado. Possui também um (natural) ônus financeiro, devido ao alto custo do investimento governamental na proteção às famílias. Mas funciona.

Bem diferente do que ocorre no “nosso” programa de proteção às testemunhas.

No Brasil, o responsável pela proteção dos cidadãos é o Provita, criado em 1999. O órgão, que deveria ser eficaz na delicada função de proteger a vida humana, é seriamente afetado por questões burocráticas, descaso dos governantes e até mesmo pelo vazamento de informações confidenciais.

Recentemente, documentos enviados pela Defensoria Pública da União ao Palácio do Planalto e à Secretaria dos Direitos Humanos relataram a história de mais uma vítima da ineficácia do Provita:

Antônio Maria (codinome), casado e com filhos, fez uma grave denúncia sobre um esquema de corrupção que envolvia desde policiais até juízes no Norte do Brasil. O caso dele foi entregue ao Provita e depois de algum tempo suas informações confidenciais, como a verdadeira identidade e a rotina diária da família, foram parar nas mãos dos inimigos.

Resultado: Antônio foi torturado, ameaçado e hoje se vê obrigado a viver num hotel sem saber como será o futuro.

Casos como esse são ainda mais possíveis devido à burocracia no momento da liberação das verbas destinadas às testemunhas. Falta dinheiro até mesmo para alugar uma casa para as famílias do programa e algumas entidades de direitos humanos se vêem obrigadas a realizar empréstimos ou pedir doações para manter as vítimas com o mínimo de recursos necessários.

Fatos assim só mostram o quanto um programa de tamanha responsabilidade carrega “proteção” só no nome. Não protege, literalmente. E, como em quase todos os setores mal-administrados no nosso país, só vai tentar corrigir tamanhos erros depois de muitos casos como o de Antônio Maria.

O vídeo abaixo mostra que esse total descaso no nosso programa de proteção à testemunha tem deixado conseqüências graves, mortais:

 

FONTES: http://www.ufsm.br/direito/artigos/penal/testemunhas.htm

http://www.istoe.com.br/reportagens/158511_CIDADANIA+AMEACADA

http://www.cartacapital.com.br/politica/burocracia-%E2%80%9Ctrava%E2%80%9D-servico-de-protecao-a-testemunhas

Quem gasta mais?

20 jul

Cleber Verde, Pinto Itamaraty e Evandro Milhomen.

Os três são deputados federais pelo PRB, PSDB e PC do B, respectivamente.

Você já tinha ouvido falar nesses nomes? Quem sabe até mesmo o seu voto tenha sido pra algum deles…

Seja como for, os três aí em cima são CAMPEÕES.

Sim, eles ficaram com medalha de Ouro, Prata e Bronze numa competição que, na nossa Câmara dos Deputados, é acirradíssima e disputadíssima:

“A DISPUTA DE QUEM GASTA MAIS”

É isso que mostra o Infográfico criado pelo site Uol. Nele, você pode ver, de acordo com as categorias, quem são os campões de gastos (de dinheiro público, claro) na Câmara.

Que tal R$ 47.474,02 apenas com Telefonia? Ou, quem sabe, R$ 48.076,57 com gastos para o escritório? (onde, por sinal, eles passam a menor parte do tempo).

Os méritos acima são de Odair Cunha do PT de Minas Gerais e Antônio C. M Netto do DEM da Bahia.

Impressionante, não?

Clique aqui e veja você também se aquele seu candidato não te deu o orgulho de estar entre os campeões em alguma das categorias.

E, claro, Palmas para os Vencedores da disputa!

gastos dos deputados

Pimenta Neves: Justiça que tarda e falha.

29 maio

Agosto de 2000: Sandra Gomide, jornalista do O Estado de S. Paulo, termina o namoro com um colega de profissão e é morta com dois tiros covardes pelas costas. O namorado é Pimenta Neves, diretor de redação do jornal.

Fugindo do flagrante, a primeira tática para se livrar da justiça foi tomar uma enorme quantidade de medicamentos e deixar uma carta de despedida para as filhas. Após isso, veio a internação numa clínica psiquiátrica como forma encenada de justificar seu crime.

Apesar do “apelo psicológico” de Neves, a Justiça de Primeira Instância de Ibiúna (SP) decretou sua prisão preventiva. Após seis meses e depois de recorrer em duas instâncias sem sucesso, foi às portas do Supremo Tribunal Federal que ele bateu em busca da soltura. O então ministro Celso de Mello apenas deu um voto e isso bastou pra que Pimenta Neves tivesse a liberdade provisória concedida.

Após mais de uma década desde o crime confesso pelo jornalista e bastante tempo de tranqüilidade na casa confortável de um bairro nobre de São Paulo, o mesmo ministro Celso de Mello chegou à simples conclusão de que era chegada a hora de cumprir a pena. E então, na noite da última terça-feira, Pimenta Neves foi preso. Não sem antes ter tentado ao extremo, claro, afinal, ele só se entregou após o Supremo Tribunal Federal ter negado por unanimidade seu último recurso. E isso ainda pode não ser o desfecho final da história: devido à idade avançada (74 anos), existe grande possibilidade de que ele cumpra a decisão em “residência particular”.

 Pimenta Neves é, sem sombra de dúvida, a personificação de uma justiça que tarda e falha.

Pimenta-Neves-e-Sandra-Gomide-

 

Fontes: http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/e-o-crime-compensa

http://noticias.terra.com.br/brasil/casopimentaneves/interna/0,,OI987808-EI6824,00.html

Ética ou Estética?

10 abr

A semana que passou ficou marcada pela tragédia ocorrida dentro de uma escola pública, no Rio de Janeiro, que culminou com a morte de 12 estudantes e do próprio assassino e suicida, Wellington Menezes.

O fato, sem precedentes na história do Brasil, impressionou todo o Mundo: diversos jornais e canais de TV estrangeiros deram destaque à notícia e tinha até correspondente Internacional enviado para fazer a cobertura do caso direto de Realengo.

Nessa obsessão pela exclusividade, foi possível ver diversos profissionais da imprensa agindo como animais famintos, “caçando” o melhor ângulo, a melhor imagem, a melhor entrevista. A Ética jornalística e humana se transformou em ganância e caiu para segundo plano.

A foto abaixo, tirada durante o enterro de uma das vítimas da tragédia, demonstra tal comportamento. Nela, é possível ver vários fotógrafos “empoleirados” em cima de túmulos, buscando pela imagem perfeita, aquela que demonstrasse de perto a dor dos amigos e familiares:

Uma atitude dessas acaba por excluir completamente o direito dessas pessoas à privacidade, o direito de poder sentir e desabafar sem dezenas de flashs ao redor, sufocando.

O que esses profissionais deveriam buscar, numa hora dessas, é uma forma solidária de enviar a informação ao público interessado, sem ultrapassar as fronteiras, os limites do sofrimento alheio.

A melhor atitude, o melhor ângulo, não é o da imagem sensacionalista que rapidamente será esquecida, mas sim o ângulo do respeito, da empatia, da dignidade. Pessoal ou Profissional.

Até a próxima.

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