“O riso dos outros”: limite e humor

10 dez

Depois de um tempo sem postar, tanto por falta de tempo, quanto, e principalmente, por falta de inspiração, aqui estou de novo. O tema que me intrigou dessa vez já se pode dizer que está entrando para aquela lista básica de assuntos que não se discute, devido à quantidade de polêmica que tem causado: o humor, ou melhor, o limite do humor.

rafinhaRafinha Bastos, certamente, é o maior expoente dessa discussão toda em torno dos limites entre aquilo que é realmente engraçado e o que se torna uma ofensa. A (infeliz) frase que ele pronunciou durante o programa CQC sobre a cantora Wanessa Camargo e o filho, que ela até então esperava, lhe renderam um processo, a saída do programa e uma enxurrada de opiniões e polêmicas. Acho que foi daí que partiram as primeiras discussões mais acaloradas sobre o tema, principalmente pela mídia sensacionalista.

P.S: a última dele foi uma ofensa ao apresentador Luciano Huck que também pretende entrar com um processo. Mais um. Continue lendo

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Classificação indicativa pra quê, senhor Deputado?

11 out

Todo mundo que vai ao cinema, assiste TV ou compra jogos eletrônicos tá cansado de saber que pra todas essas mídias existe uma idade mínima recomendada. É a famosa “classificação indicativa”, que, na TV, é representada por aquele quadradinho colorido com um número dentro, no canto da imagem.

Profissionais formados em comunicação, pedagogia, antropologia, direito e cinema são os responsáveis por definir a partir de qual idade um determinado conteúdo pode ser visto sem maiores restrições; e os níveis de classificação, que são “Livre para todos os públicos”, 10, 12, 14, 16 e 18 anos tem algumas restrições também com relação ao horário de exibição: Programas com idade mínima recomendada de 14 anos, por exemplo, só podem ser exibidos após as 21h, assim como aqueles ideais para maiores de 18, que só podem aparecer na programação após as onze da noite.

Obs: No caso da TV a cabo, não há restrições porque, diferente da TV aberta, os pais têm a opção de bloquear os canais que não querem que seus filhos vejam.

Na tabela abaixo, é possível conferir os motivos pelos quais cada atração é ou não recomendada para uma determinada faixa etária: Continue lendo

Fahrenheit 451: o filme que queima livros.

21 ago

Há algum tempo assisti Fahrenheit 451. Nem sei como cheguei a este filme, porque realmente não me lembro de ter tido alguma recomendação direta. Não por ele não ser bom, claro, porque é ótimo, mas talvez por ser de um estilo Cult, antigo (1966, mais precisamente) e não ter,digamos, um “marketing” tão sedutor que faça com que várias pessoas o conheçam. Enfim, eu devo ter chegado a ele por meio dessas listas do tipo “filmes que você deve ver”, talvez…

Bom, o que sei é que Fahrenheit 451 possui um senso crítico bastante apurado. Ambientado numa sociedade totalitária onde o Estado provoca total alienação em seu povo através do controle dos meios de comunicação, ele é um filme que queima livros. Sim, simples. Na maior parte do filme, vemos livros sendo queimados com espécies de “maçaricos” usados por bombeiros. Esses últimos, a propósito, não tem nada de heróis nesse filme, exceto um, que, claro, é o protagonista e, por se encontrar numa crise ideológica, passa a questionar esse comportamento medíocre, se rebela e resolve não só não queimar os nossos amigos, como também lê-los e ajudar outras pessoas a preservá-los. Continue lendo

Por que ouvir Criolo?

14 jul

O Criolo canta rap. Antes de ser só “Criolo”, ele era “Criolo doido”.

Antes, porém, de você unir essas duas informações ao título do meu post e se perguntar quê motivo teria para curtir o som desse cara, eu, humilde blogueira, te garanto:  o som desse cara é bom.

Bom, pra começar, vou tentar seguir o hábito de quando se apresenta um artista: Kleber Cavalcante Gomes nasceu em Santo Amaro, em 24 de outubro de 1975 e foi criado no Grajaú, São Paulo.  Aos 11 anos escreveu seu primeiro rap, e aos 25 sua primeira canção.

O melhor veio bem depois: Em 2006 lançou seu primeiro álbum de estúdio, chamado “Ainda há tempo”; foi indicado ao Prêmio Hutúz em duas categorias: “Grupo ou Artista Solo” e “Revelação”.  Em 2008, recebeu o prêmio “Música do Ano” e “Personalidade do Ano” na quarta edição do evento “O rap é compromisso

Em 2011, lançou seu segundo disco, Nó na Orelha, gratuitamente através da internet. Nele, o cantor diversificou os ritmos de rap com vários outros, como a MPB, funk, soul e blues.Este disco, inclusive, teve excelente recepção pela crítica (inclusive estrangeira).

Com o disco, Criolo foi um dos campeões de indicações ao Video Music Brasil 2011 da MTV, sendo indicado nas categorias “Videoclipe do Ano”, com “Subirusdoistiozin”, “Artista do Ano”, “Álbum do Ano”, com “Nó na Orelha” (venceu), “Música do Ano” com “Não existe amor em SP” (venceu), e como “Banda ou Artista Revelação” (venceu). Ele também foi o primeiro confirmado a se apresentar ao vivo durante a premiação, onde cantou a canção “Não existe amor em SP” ao lado de Caetano Veloso.

Fonte: Wikipedia

Apresentação devidamente formalizada, é hora de dizer porquê eu passei a curtir o som do Criolo. Continue lendo

A revolução dos bichos: uma fábula do poder

22 jun

Pra começar o post, meus singelos pedidos de desculpas pelo tempo ausente. Um dos motivos foi mesmo a falta de inspiração e de criatividade pra criar algo legal. Eu geralmente escrevo sobre as coisas que mexem mesmo comigo e isso não vinha acontecendo há algum tempo.

ImageNos últimos três dias, li um livro. Um dos clássicos da literatura universal, do tipo “livros que você deve ler antes de morrer”: A revolução dos bichos, de George Orwell.

É um livro relativamente pequeno, de 103 páginas, com um tipo de leitura que flui, desliza mesmo, como quando a gente lê um conto de fadas. A propósito, A revolução dos bichos é vista como uma fábula do poder que, inclusive, foi lida por crianças, filhos de muitos dos contemporâneos de George Orwell.

Com uma história de fácil entendimento, que faz analogias à ditadura de Stalin, pode-se dizer que é um enredo atemporal. Noções de proletariado, burguesia, direita e esquerda, abusos de poder e repressão são tratadas de forma didática, através de alusões a episódios ocorridos durante a Revolução Russa.

Como citado anteriormente, li A revolução dos bichos em três dias. Não apenas pela facilidade de leitura e pelo enredo interessante, mas pelo misto de sensações que esse livro pode causar. Continue lendo

O Homem na Natureza: vilão ou mocinho?

19 maio

Aquecimento global, derretimento das calotas polares, desmatamento, buraco na camada de ozônio: quem nunca ouviu falar ou, pior, nunca se preocupou com as possíveis consequências de todos esses fatores para o futuro da humanidade?

Ainda que não pessoalmente, não se é raro assistir a desastres naturais. Eles surgem todo ano, em determinadas estações ou após alguns fenômenos da natureza. São terremotos, tsunamis, vendavais, desabamentos…

O problema de tudo isso é que nós sempre somos a causa do problema. A ciência, há anos, vem dando explicações pra esses fenômenos e todas são baseadas na ação do homem: nós desmatamos, poluímos e usamos desodorante (sim, já que os gases presentes nas embalagens dos aerossóis, os clorofluorcarbonetos, CFC`s, tem sido vistos como os vilões responsáveis pelo buraco na camada de ozônio).

Até aí tudo bem. Já são tantos anos de culpa que nós até nos acostumamos com o status de vilões. Mas, e se de repente surgisse uma exceção pra essa “regra”? E se você se deparasse com teorias completamente diferentes dessas que nos foram passadas há tanto tempo, ou até mesmo teorias que as desmentissem ou ao menos as questionassem? E se alguém surgisse em público dizendo que a existência da camada de ozônio sequer foi comprovada, que o nível dos mares quase não subiu nos últimos séculos e que não são as florestas que trazem as chuvas, mas sim o contrário?

Pois é isso que o professor da USP, Ricardo Augusto Felício, vem nos apresentar nos vídeos abaixo, em uma entrevista para o Jô Soares.

Você certamente vai ficar bastante surpreso e, o melhor, bastante aliviado também.

P.S: A entrevista é longa, mas vale muito a pena pra se ter um embasamento na hora de discutir com aquele amigo pessimista, que acha que o apocalipse vai ocorrer em dezembro e que a culpa também é sua.

Viva e deixe Viver: Leitura-terapia

22 abr

Como já havia publicado no post “Ler para ser: a leitura transformando histórias”, o hábito de ler trouxe mudanças muito significativas e positivas em comunidades que até então nunca haviam tido contato com a leitura:

Não basta dizer que a leitura é essencial na constituição do nosso acervo cultural, ou que ela proporciona “viagens” sem sair do lugar, aguça a imaginação e forma cidadãos críticos, capazes de contribuir para a evolução nacional. Tudo isso é êxito inquestionável do ato de ler, mas é preciso ir além. É preciso conhecer vidas, histórias e trajetórias que foram atravessadas e definitivamente modificadas por esse universo transformador que é a Leitura.

No post de hoje, apresento uma Leitura que vai além do caráter sócio-educativo para influenciar, também, na saúde de centenas de pessoas.

Quem já viu o filme “Patch Adams”, certamente percebeu como a alegria é mesmo contagiosa e pode agir de maneira muito positiva no tratamento de pessoas hospitalizadas. O que poucos sabem, porém,é como a leitura, através da contação de histórias, também pode contribuir para o bem-estar dos pacientes.

E foi dia desses, lendo uma revista qualquer, que eu, que também desconhecia o poder da leitura nesse tipo de ambiente, conheci melhor o trabalho de associações como a “Viva e deixe Viver”.

Entrando no site, bastante colorido e dinâmico, encontrei várias informações a respeito da ONG, que existe desde 1997, está presente em diversas casas de apoio, clínicas e hospitais de oito estados brasileiros (Bahia, Brasília, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo) e já atendeu mais de meio milhão de crianças e adolescentes hospitalizados nesses quase quinze anos de existência.

O mais legal de tudo é ver que o fato de voluntários doarem duas horas semanais para atuar ludicamente junto aos pacientes, através do “ler” e do “brincar”, tem sido realmente um santo remédio, provado, inclusive, nas estatísticas: segundo o site PHILIPS Sustentabilidade, uma pesquisa realizada em 2006 por psicólogos da Santa Casa de São Paulo avaliou por um ano o efeito do trabalho de contadores de histórias no tratamento de 15 crianças com câncer, no setor de pediatria do hospital. Os resultados mostraram que 66% das crianças tiveram melhora no humor e no estado emocional. Em 46% dos casos, a interação com médicos, acompanhantes e outras crianças também melhorou. 60% dos pacientes que estavam apáticos passaram a caminhar pelo corredor e a brincar e, por fim, outro ponto importante notado pela pesquisa foi a melhora do apetite, registrada em 60% das crianças.

E não só os números podem nos ajudar a entender melhor a dimensão dos benefícios que a leitura tem trazido a esses milhares de crianças e adolescentes atendidos pela Associação. Basta ter passado por um ou ao menos conhecer de longe um leito de hospital para saber quão necessária se torna a humanização deste tipo de ambiente, para que ele tenha cor, fantasia, vida, energia, alegria…

Conheça abaixo um pouco mais sobre a “Associação Viva e Deixe Viver”. Entre no site, conheça melhor os projetos e, principalmente, disponha-se a doar, você também, duas horas semanais para trazer o sorriso dos vários meninos e meninas por esses hospitais Brasil afora.

SEJA UM VOLUNTÁRIO: http://www.vivaedeixeviver.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=89&Itemid=24

 

PESQUISAS: http://www.vivaedeixeviver.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=212&Itemid=25

 


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