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Ter um blog pra quê?

19 dez

Dezembro de 2011, neste mês o Palavroeiro completou seu primeiro ano de existência.
Tudo começou quando meu antigo blog, o “Cantinho da Vânia”, hospedado na plataforma Windows Live, foi repaginado para o WordPress, como todos os blogs que se hospedavam na então plataforma Live.
Nesse momento, um insight qualquer me trouxe a idéia de transformar o meu então blog totalmente pessoal e romântico, com frases, poesias e músicas, em um blog de cultura e variedades, com assuntos que também me interessassem, mas de forma um pouco menos íntima.
Aí, eu escolhi o nome, e pronto, nasceu o Palavroeiro.
Imagino que muitos devem ter começado assim também. Lá em 2006, quando eu criei meu primeiro blog, ainda eram mais freqüentes os blogs estilo “diários pessoais” mesmo. Com o passar do tempo é que o acesso à informação e à troca dela foi crescendo exponencialmente e auxiliou muita gente a criar blogs mais informativos, menos pessoais.
Enfim, foi essa trajetória que eu segui. E é isso também que a jornalista Denise Schittine explora de forma bastante sintética e bem-elaborada no seu livro “Blog: Comunicação e escrita íntima na internet”, que por sinal é o livro que eu estou lendo no momento.
Denise conta toda a trajetória desde os diários trancados à chave, escondidos nas gavetas, até a ascensão da internet, o surgimento dos blogs como diários íntimos virtuais e como relato jornalístico.
E alguns fatos sobre os blogs que a autora aborda nesse livro me levaram a escrever este post.
Por quê ter um blog?
É interessante ver que Denise aborda em seu livro toda a trajetória histórica da privacidade. Com a ascensão da burguesia, a busca por preservar a intimidade foi muito grande. Inclusive, a arquitetura representou muito bem essa condição com as casas cada vez mais divididas em cômodos, pra que todos os membros da família pudessem ter sua privacidade preservada.
Hoje, ao contrário, existe um paradoxo meio “doido”: As pessoas ainda gostam de ter sua privacidade preservada, claro, mas ao mesmo tempo têm um desejo cada vez maior de revelar sua intimidade e ser admirado, ter “fãs”. É isso que a gente vê, principalmente, nas redes sociais e, em âmbito nacional, nos famosos reality shows.
Esse, então, pode ser um dos motivos para se ter um blog: ser visto, admirado, ter pessoas que leiam, “escutem” o que você tem a dizer com a facilidade de não ser julgado “cara a cara”.
Mas, além desse motivo, baseado no livro de Schittine em torno dessa questão do “se mostrar”, eu, como blogueira, pensei em alguns outros fatores que poderiam incentivar alguém a criar um blog.
Em primeiro lugar, todo mundo tem algo a dizer, gostos a compartilhar, dicas e experiências a relatar. Qualquer pessoa, pelo simples fato de viver, independente da bagagem cultural que carregue, passa por experiências que poderiam muito bem ser expostas em um blog.
Além disso, a facilidade que as plataformas de blogs têm proporcionado no momento de editar os posts e inserir vídeos e imagens, por exemplo, pode ser um recurso bastante atraente pra quem gostaria de escrever sobre assuntos específicos, como moda ou música.
Ter um blog pode ser bastante interessante também pra quem gostaria de ter uma espécie de “arquivo pessoal virtual”, pra olhar depois e perceber a evolução, as mudanças de opinião, essas coisas. Pode ser no estilo diário mesmo, que a gente lê depois e recorda os momentos da vida. Ter um blog pode ser ainda uma forma bastante legal e dinâmica de conhecer novas pessoas, fazer amizades, receber comentários de quem você nunca viu…
E, por fim, ter um blog ajuda, e muito, na prática da leitura e da escrita. Escrita essa que, por sinal, tem sido muito vulgarizada devido à falta de leitura e de tempo desse “mundo” cada vez mais acelerado, sedento por abreviações.
Ter um blog, em outras palavras, pode ser uma forma bastante criativa, dinâmica, interativa e interessante de se comunicar.
Até a próxima.

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Pimenta Neves: Justiça que tarda e falha.

29 maio

Agosto de 2000: Sandra Gomide, jornalista do O Estado de S. Paulo, termina o namoro com um colega de profissão e é morta com dois tiros covardes pelas costas. O namorado é Pimenta Neves, diretor de redação do jornal.

Fugindo do flagrante, a primeira tática para se livrar da justiça foi tomar uma enorme quantidade de medicamentos e deixar uma carta de despedida para as filhas. Após isso, veio a internação numa clínica psiquiátrica como forma encenada de justificar seu crime.

Apesar do “apelo psicológico” de Neves, a Justiça de Primeira Instância de Ibiúna (SP) decretou sua prisão preventiva. Após seis meses e depois de recorrer em duas instâncias sem sucesso, foi às portas do Supremo Tribunal Federal que ele bateu em busca da soltura. O então ministro Celso de Mello apenas deu um voto e isso bastou pra que Pimenta Neves tivesse a liberdade provisória concedida.

Após mais de uma década desde o crime confesso pelo jornalista e bastante tempo de tranqüilidade na casa confortável de um bairro nobre de São Paulo, o mesmo ministro Celso de Mello chegou à simples conclusão de que era chegada a hora de cumprir a pena. E então, na noite da última terça-feira, Pimenta Neves foi preso. Não sem antes ter tentado ao extremo, claro, afinal, ele só se entregou após o Supremo Tribunal Federal ter negado por unanimidade seu último recurso. E isso ainda pode não ser o desfecho final da história: devido à idade avançada (74 anos), existe grande possibilidade de que ele cumpra a decisão em “residência particular”.

 Pimenta Neves é, sem sombra de dúvida, a personificação de uma justiça que tarda e falha.

Pimenta-Neves-e-Sandra-Gomide-

 

Fontes: http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/e-o-crime-compensa

http://noticias.terra.com.br/brasil/casopimentaneves/interna/0,,OI987808-EI6824,00.html

(Nada-reality) show

24 jan

Reality Shows ou Exibição da realidade. O nome é sugestivo.

A tentativa desse tipo de programa é mostrar uma realidade social, colocando pouco mais de uma dúzia de gente pra conviver num mesmo ambiente.

Como em toda e qualquer aglomeração de pessoas, existem conflitos, amizades, tristezas, alegrias, paixões. A maioria, passageiro.

Há, ainda, uma mansão dotada de todo conforto, luxo e beleza possíveis. Assim como as pessoas. A grande maioria (se não todas) são belas, esbeltas, sadias. Artificiais, mais especificamente.

As mulheres desfilam seus corpos siliconados seminus em biquínis mínimos. Assim como a ala masculina com seus músculos “bombados”. Continue lendo

Fogos de Artifício!

31 dez

Natal sem papai-noel. É assim também um Ano Novo sem Fogos de Artifício, não é mesmo?

Afinal, são eles que trazem cor, brilho e muita luz pro nosso Revéillon.

Esse é também o nome traduzido da nova música da Katy Perry: firework.

E como a letra tem uma mensagem muito legal, de esperança e de resgate da auto-estima, eu achei a cara do Ano Novo e resolvi postá-la aqui.

Espero que gostem e que nesse 2011 cada um de vocês possa deixar brilhar o fogo de artifício escondido aí dentro.

Até a próxima!

2011: Uma nova Virada.

30 dez

Ah..o Ano Novo…

Tem gente que veste branco, come lentilha, pula ondinhas…

É tudo uma grande beleza! Só desejos de paz, amor, felicidade, mudanças em todos os sentidos …

E aí começa mais um ano.

O feriado do dia 1 vai embora,  as pessoas voltam às suas rotinas.

Voltamos àquela monotonia que muitas vezes não gostamos, mas temos medo de mudar.

Simplesmente esquecemos das promessas da Virada do dia 31 e voltamos.

E então mais um ano vai embora…Muita gente fica com a impressão de que passou rápido, de que não deu tempo pra realizar as aspirações, quando na verdade fomos nós que não paramos um pouco pra perceber o tempo, pra repensar as atitudes, pra elaborar novas metas.

Agora em 2011 surge uma nova oportunidade de mudança.

Por que fazer planos só no Revéillon?

Por que só pensar em paz, amor, felicidade e mudanças à meia-noite do último dia de dezembro?

Que em 2011 todos os  nossos dias possam ser brancos, alegres e únicos como a noite de um Revéillon.

Feliz Ano Novo!

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