Tag Archives: criatividade

Evolução da comunicação

4 mar

Lendo o metalinguístico livro “O futuro do livro”, percebe-se que muitos autores, intelectuais, editores ou apaixonados por leitura consideram que o livro, como o conhecemos (no papel) nunca morrerá. Isso porque, mesmo com todos os e-books chegando no mercado e se tornando cada vez mais acessíveis, o prazer de se ter um livro em mãos, sentir sua textura, seu cheiro e poder carregá-lo pra onde quiser (sem ter de se preocupar em ligá-lo, desligá-lo, recarregar a bateria) tudo isso, não tem preço.

É mesmo uma visão bem romântica do livro, e prevalece.

Quando se fala na comunicação como um todo (e aí também o livro se encaixa, por ser um suporte para a informação) sempre que surge uma novidade, surge também com ela os burburinhos de que as antigas formas desaparecerão.

Foi assim quando surgiu o cinema e todos acreditavam que o teatro desaparecia; com a TV, que trouxe a convicção de que o rádio acabaria de vez; com o CD, depois com o DVD, enfim, é assim sempre que surge algo novo: os “velhos” se vêem ameaçados.

O mais legal de tudo isso é que o que vemos, na prática, é uma comunicação cada vez mais flexível, com espaço para todos os suportes e gostos.

Sim, porque desde o moderninho até o mais saudosista, existem meios de transmissão adequados e disponíveis. Não se é difícil encontrar antigos tocadores de L.P, assim como nem preciso falar do quão fácil e acessível é hoje comprar produtos informáticos de todos os tipos e gostos.

A comunicação é mesmo democrática. Respeita as individualidades e se “molda” de acordo com o público.

Nesse vídeo, são apresentados os mais diversos instrumentos comunicativos, alguns bem defasados, outros praticamente recém-nascidos.

SINCE… from Cyril Calgaro on Vimeo.

Legal é saber que, sei lá, dentro de 1 ano, a evolução já vai ter sido grande o suficiente para vermos um vídeo assim e pensarmos nas muitas novidades que já estão faltando.

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Livros voadores no Oscar 2012

30 jan

O curta-metragem abaixo, “The fantastic flying books of Mr. Morris Lessmore”, é um dos indicados ao Oscar desse ano na categoria Filme de Animação.

Para os apaixonados por leitura, essa é a trajetória, repleta de fantasia, de um homem cujos livros têm vida e são seus mais fiéis companheiros…

Fiquemos, então, na torcida pela Estatueta.

Até a próxima.

Erin Brockovich – Uma mulher de talento

26 dez

De vez em quando, quando o sono não bate e existe uma TV à disposição, pode ser que um “corujão” qualquer seja uma boa pedida. Claro que as chances de se assistir a um bom filme são pequenas, a começar pela dublagem. A propósito, filmes dublados devem ser perfeitos mesmo só para aquelas pessoas com uma capacidade nata de ouvir e entender frases rápidas (capacidade que, por sinal, eu não tenho).

Críticas  à parte, foi num desses corujões que eu assisti a um bom filme: “Erin Brockovich – uma mulher de talento”, com a grande Julia Roberts.

Como eu não sou nenhuma crítica de cinema nem especialista em nada, não posso dizer com total propriedade que a atuação da Julia foi espetacular. Mas, como mera espectadora, eu digo que foi.

A personagem interpretada por Julia, Erin Brockovich, é a típica mãe-solteira dona-de-casa. Uma mulher aparente sem nenhum talento especial, divorciada de dois maridos, desempregada, e com três filhos pra criar.

O “azar” é tanto que ninguém espera que acontecimentos aparentemente tão ruins como um acidente de carro e uma causa perdida no tribunal fossem proporcionar à Erin a oportunidade de revelar todo o seu talento, no sentido literal da palavra. E quando digo no sentido literal é porque é raro ver nos filmes, pra começar, protagonistas mulheres, que dirá protagonistas mulheres que se revelam inteligentes e racionais, e não apenas sensuais ou movidas por emoção.

A propósito, enquanto eu assistia “Erin Brockovich – uma mulher de talento”, eu me lembrei de filmes como “Uma mente brilhante”, “O talentoso Ripley” e “Prenda-me se for capaz”, todos protagonizados por homens, claro.

Machismos à parte, esse filme revela lições estritamente ligadas à pré-conceitos, superação e como a mulher também pode exercer seu lado intelectual sem necessariamente agir como um homem e perder sua personalidade e seus outros papéis na sociedade. É o típico “act like a lady, think like a boss”.

Entre outras coisas, Erin Brockovich arranca boas risadas com seu jeitão todo grosseiro, seu estilo extravagante e suas tiradas totalmente sarcásticas e inteligentes.

E, como se não bastasse, o filme é baseado em uma história real.

Fica a dica. Para homens e mulheres.

Ter um blog pra quê?

19 dez

Dezembro de 2011, neste mês o Palavroeiro completou seu primeiro ano de existência.
Tudo começou quando meu antigo blog, o “Cantinho da Vânia”, hospedado na plataforma Windows Live, foi repaginado para o WordPress, como todos os blogs que se hospedavam na então plataforma Live.
Nesse momento, um insight qualquer me trouxe a idéia de transformar o meu então blog totalmente pessoal e romântico, com frases, poesias e músicas, em um blog de cultura e variedades, com assuntos que também me interessassem, mas de forma um pouco menos íntima.
Aí, eu escolhi o nome, e pronto, nasceu o Palavroeiro.
Imagino que muitos devem ter começado assim também. Lá em 2006, quando eu criei meu primeiro blog, ainda eram mais freqüentes os blogs estilo “diários pessoais” mesmo. Com o passar do tempo é que o acesso à informação e à troca dela foi crescendo exponencialmente e auxiliou muita gente a criar blogs mais informativos, menos pessoais.
Enfim, foi essa trajetória que eu segui. E é isso também que a jornalista Denise Schittine explora de forma bastante sintética e bem-elaborada no seu livro “Blog: Comunicação e escrita íntima na internet”, que por sinal é o livro que eu estou lendo no momento.
Denise conta toda a trajetória desde os diários trancados à chave, escondidos nas gavetas, até a ascensão da internet, o surgimento dos blogs como diários íntimos virtuais e como relato jornalístico.
E alguns fatos sobre os blogs que a autora aborda nesse livro me levaram a escrever este post.
Por quê ter um blog?
É interessante ver que Denise aborda em seu livro toda a trajetória histórica da privacidade. Com a ascensão da burguesia, a busca por preservar a intimidade foi muito grande. Inclusive, a arquitetura representou muito bem essa condição com as casas cada vez mais divididas em cômodos, pra que todos os membros da família pudessem ter sua privacidade preservada.
Hoje, ao contrário, existe um paradoxo meio “doido”: As pessoas ainda gostam de ter sua privacidade preservada, claro, mas ao mesmo tempo têm um desejo cada vez maior de revelar sua intimidade e ser admirado, ter “fãs”. É isso que a gente vê, principalmente, nas redes sociais e, em âmbito nacional, nos famosos reality shows.
Esse, então, pode ser um dos motivos para se ter um blog: ser visto, admirado, ter pessoas que leiam, “escutem” o que você tem a dizer com a facilidade de não ser julgado “cara a cara”.
Mas, além desse motivo, baseado no livro de Schittine em torno dessa questão do “se mostrar”, eu, como blogueira, pensei em alguns outros fatores que poderiam incentivar alguém a criar um blog.
Em primeiro lugar, todo mundo tem algo a dizer, gostos a compartilhar, dicas e experiências a relatar. Qualquer pessoa, pelo simples fato de viver, independente da bagagem cultural que carregue, passa por experiências que poderiam muito bem ser expostas em um blog.
Além disso, a facilidade que as plataformas de blogs têm proporcionado no momento de editar os posts e inserir vídeos e imagens, por exemplo, pode ser um recurso bastante atraente pra quem gostaria de escrever sobre assuntos específicos, como moda ou música.
Ter um blog pode ser bastante interessante também pra quem gostaria de ter uma espécie de “arquivo pessoal virtual”, pra olhar depois e perceber a evolução, as mudanças de opinião, essas coisas. Pode ser no estilo diário mesmo, que a gente lê depois e recorda os momentos da vida. Ter um blog pode ser ainda uma forma bastante legal e dinâmica de conhecer novas pessoas, fazer amizades, receber comentários de quem você nunca viu…
E, por fim, ter um blog ajuda, e muito, na prática da leitura e da escrita. Escrita essa que, por sinal, tem sido muito vulgarizada devido à falta de leitura e de tempo desse “mundo” cada vez mais acelerado, sedento por abreviações.
Ter um blog, em outras palavras, pode ser uma forma bastante criativa, dinâmica, interativa e interessante de se comunicar.
Até a próxima.

Independência Brasileira: Um ato, várias faces.

5 set

Pra muita gente, é apenas mais um feriado. Pra outros, um dia de sair cedinho de casa com a família pra acompanhar o desfile cívico e, como em poucas ocasiões, sentir orgulho da pátria.

Seja como for, o dia do tão famoso grito de “Independência ou Morte” dado por Dom Pedro marca a ruptura de uma aliança até então predatória vivida entre Brasil e seu colonizador, Portugal. Como se não bastasse, o 7 de setembro sinaliza também o marco do início da temida Dívida Externa.

O vídeo abaixo conta de forma interativa e bem-humorada como foi essa transição de Brasil-Colônia para Império Independente (tudo através de mensagens de MSN trocadas entre Dom Pedro e o rei de Portugal, D. João VI)


 
O 7 de setembro é visto também por muita gente como um ato heróico e belo, bem representado pelo famoso quadro de Pedro Américo, “Independência ou Morte”.

D. Pedro montado num cavalo branco, às margens do rio Ipiranga, armado e demonstrando total engajamento em favor da pátria realmente são gestos bonitos, que simbolizam heroísmo. Porém, será que foi realmente assim?

quadro da Independência

Pra começar, o pintor do quadro, Pedro Américo, não estava presente no “evento”. Ele só entregou a encomenda à Família Real em 1888, 66 anos depois do ato da Independência.

Além disso, o artista foi acusado de plagiar uma outra pintura chamada “1807, Friedland” de Ernest Messonier, que representa uma batalha vencida por Napoleão Bonaparte:

Friedland

A semelhança entre as obras é bastante explícita.

Como se não bastasse, o livro “1822 – Como um homem sábio, uma princesaCapa do livro 1822 triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil – um país que tinha tudo para dar errado”, conta de forma curiosa e bem-humorada como realmente aconteceu a Independência. O escritor Laurentino Gomes apresenta um Dom Pedro mais humano, nem como um herói patriota e nem como o jovem de 23 anos, mulherengo e irresponsável; mostra também a importância de outros personagens “secundários”, como José Bonifácio e a princesa Leopoldina, ambos intelectuais da época com larga experiência e conhecimentos sobre política, que muito ajudaram Dom Pedro. O jornalista usa ainda algumas curiosidades bastante engraçadas sobre o ato às margens do rio Ipiranga, como a mulinha na qual o futuro imperador estava montado e a dor de barriga que o assolava.

Clique aqui para ler um trecho da obra de Laurentino Gomes.

Independente do enredo, um bom 7 de Setembro a todos e Até a Próxima.

FONTES: http://www.cartacapital.com.br/carta-na-escola/um-barril-de-polvora-chamado-brasil

http://pessoas.hsw.uol.com.br/ipiranga.htm

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/800336-confira-trecho-do-novo-livro-de-laurentino-gomes-1822.shtml

Livros, Arte e Educação: Pedro Bandeira

13 jul

Autor de sucessos como “A droga da obediência”, Pedro Bandeira foi um menino pobre, órfão de pai, que teve a chance de estudar num período da história brasileira marcado pela exclusão. Como também não podia deixar de ser, apaixonou-se desde muito cedo pelo Universo dos livros (em especial pelas aventuras de Monteiro Lobato).

Isso e ainda mais é o que Bandeira conta nesse vídeo que mostra a primeira parte de sua visita à Biblioteca de São Paulo:

Para ser escritor, necessariamante, você deve antes ser um bom leitor. Porém, mesmo que não se chegue a escrever livros, ter um domínio da língua e saber passar idéias para o papel traz benefícios para qualquer profissão.

É essa a filosofia que Bandeira adota ao aconselhar os aspirantes a autor. Esse também é um pequeno trecho da 2ª parte de sua palestra à Biblioteca de São Paulo:


Pedro Bandeira ator?

Sim, e nesse último vídeo você pode assistir a uma interpretação desse autor-ator contando uma história de Pedro Malazartes:

Parabéns ao Pedro Bandeira e Parabéns à Biblioteca de São Paulo!

Até a próxima.

Alie-se às Redes Sociais

8 maio

Twitter, Facebook e Linkedin. Esses são apenas alguns representantes dos nomes inscritos nessa enorme lista de Redes Sociais disponíveis na Web. Inclusive, a possibilidade de que você participe ou, no mínimo, conheça alguma delas é extremamente grande.

Milhares de pessoas acessam esses recursos diariamente. A questão é como isso pode ser feito da melhor (e mais proveitosa) maneira possível.

Eis, então, algumas dicas valiosas de como se aliar a essas três Redes Sociais e desfrutar de todos os seus benefícios:

Twitter: Uma das redes sociais que cresceu mais rapidamente, o Twitter é um serviço de microblog onde é possível fazer postagens com até 140 caracteres.

As vantagens são muitas, dentre elas: Possibilidade de divulgar a sua marca, contratar pessoas, ser contratado, compartilhar conhecimentos, poder manter-se sempre atualizado e ainda ampliar a sua rede de contatos. Um passo e tanto para a vida profissional, não?

http://twitter.com

Facebook: Rede de relacionamentos que mais cresce no Mundo, o Facebook pode dar um “empurrãozinho” na sua carreira. Com os recursos disponíveis, você pode criar uma espécie de “currículo” que conste a Universidade que cursa/cursou, os lugares onde trabalhou, os projetos de que participou e todos os seus resultados. Você pode ainda contar com a ajudinha dos amigos para escreverem cartas de recomendação no seu mural de recados.

http://facebook.com

Linkedin: Rede específica para profissionais, o Linkedin permite que você crie seu perfil profissional postando todo o seu histórico de experiências, sua formação, seus interesses e as últimas atividades das quais participou. Você ainda pode criar uma rede de contatos com pessoas que compartilham dos mesmos interesses profissionais que o seu e assim ficar sempre atualizado sobre as novidades na sua carreira. Além de tudo isso, seus contatos também podem escrever recomendações que aparecerão no seu perfil principal. Não é mesmo um verdadeiro “currículo virtual”?

http://www.linkedin.com

Para completar a lista, aí vão outras dezenas de Redes Sociais para todos os gostos. Tem para os apaixonados por música, por fotografia, esportes, viagens… Continue lendo

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