Tag Archives: motivação

Por que ouvir Criolo?

14 jul

O Criolo canta rap. Antes de ser só “Criolo”, ele era “Criolo doido”.

Antes, porém, de você unir essas duas informações ao título do meu post e se perguntar quê motivo teria para curtir o som desse cara, eu, humilde blogueira, te garanto:  o som desse cara é bom.

Bom, pra começar, vou tentar seguir o hábito de quando se apresenta um artista: Kleber Cavalcante Gomes nasceu em Santo Amaro, em 24 de outubro de 1975 e foi criado no Grajaú, São Paulo.  Aos 11 anos escreveu seu primeiro rap, e aos 25 sua primeira canção.

O melhor veio bem depois: Em 2006 lançou seu primeiro álbum de estúdio, chamado “Ainda há tempo”; foi indicado ao Prêmio Hutúz em duas categorias: “Grupo ou Artista Solo” e “Revelação”.  Em 2008, recebeu o prêmio “Música do Ano” e “Personalidade do Ano” na quarta edição do evento “O rap é compromisso

Em 2011, lançou seu segundo disco, Nó na Orelha, gratuitamente através da internet. Nele, o cantor diversificou os ritmos de rap com vários outros, como a MPB, funk, soul e blues.Este disco, inclusive, teve excelente recepção pela crítica (inclusive estrangeira).

Com o disco, Criolo foi um dos campeões de indicações ao Video Music Brasil 2011 da MTV, sendo indicado nas categorias “Videoclipe do Ano”, com “Subirusdoistiozin”, “Artista do Ano”, “Álbum do Ano”, com “Nó na Orelha” (venceu), “Música do Ano” com “Não existe amor em SP” (venceu), e como “Banda ou Artista Revelação” (venceu). Ele também foi o primeiro confirmado a se apresentar ao vivo durante a premiação, onde cantou a canção “Não existe amor em SP” ao lado de Caetano Veloso.

Fonte: Wikipedia

Apresentação devidamente formalizada, é hora de dizer porquê eu passei a curtir o som do Criolo. Continue lendo

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Viva e deixe Viver: Leitura-terapia

22 abr

Como já havia publicado no post “Ler para ser: a leitura transformando histórias”, o hábito de ler trouxe mudanças muito significativas e positivas em comunidades que até então nunca haviam tido contato com a leitura:

Não basta dizer que a leitura é essencial na constituição do nosso acervo cultural, ou que ela proporciona “viagens” sem sair do lugar, aguça a imaginação e forma cidadãos críticos, capazes de contribuir para a evolução nacional. Tudo isso é êxito inquestionável do ato de ler, mas é preciso ir além. É preciso conhecer vidas, histórias e trajetórias que foram atravessadas e definitivamente modificadas por esse universo transformador que é a Leitura.

No post de hoje, apresento uma Leitura que vai além do caráter sócio-educativo para influenciar, também, na saúde de centenas de pessoas.

Quem já viu o filme “Patch Adams”, certamente percebeu como a alegria é mesmo contagiosa e pode agir de maneira muito positiva no tratamento de pessoas hospitalizadas. O que poucos sabem, porém,é como a leitura, através da contação de histórias, também pode contribuir para o bem-estar dos pacientes.

E foi dia desses, lendo uma revista qualquer, que eu, que também desconhecia o poder da leitura nesse tipo de ambiente, conheci melhor o trabalho de associações como a “Viva e deixe Viver”.

Entrando no site, bastante colorido e dinâmico, encontrei várias informações a respeito da ONG, que existe desde 1997, está presente em diversas casas de apoio, clínicas e hospitais de oito estados brasileiros (Bahia, Brasília, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo) e já atendeu mais de meio milhão de crianças e adolescentes hospitalizados nesses quase quinze anos de existência.

O mais legal de tudo é ver que o fato de voluntários doarem duas horas semanais para atuar ludicamente junto aos pacientes, através do “ler” e do “brincar”, tem sido realmente um santo remédio, provado, inclusive, nas estatísticas: segundo o site PHILIPS Sustentabilidade, uma pesquisa realizada em 2006 por psicólogos da Santa Casa de São Paulo avaliou por um ano o efeito do trabalho de contadores de histórias no tratamento de 15 crianças com câncer, no setor de pediatria do hospital. Os resultados mostraram que 66% das crianças tiveram melhora no humor e no estado emocional. Em 46% dos casos, a interação com médicos, acompanhantes e outras crianças também melhorou. 60% dos pacientes que estavam apáticos passaram a caminhar pelo corredor e a brincar e, por fim, outro ponto importante notado pela pesquisa foi a melhora do apetite, registrada em 60% das crianças.

E não só os números podem nos ajudar a entender melhor a dimensão dos benefícios que a leitura tem trazido a esses milhares de crianças e adolescentes atendidos pela Associação. Basta ter passado por um ou ao menos conhecer de longe um leito de hospital para saber quão necessária se torna a humanização deste tipo de ambiente, para que ele tenha cor, fantasia, vida, energia, alegria…

Conheça abaixo um pouco mais sobre a “Associação Viva e Deixe Viver”. Entre no site, conheça melhor os projetos e, principalmente, disponha-se a doar, você também, duas horas semanais para trazer o sorriso dos vários meninos e meninas por esses hospitais Brasil afora.

SEJA UM VOLUNTÁRIO: http://www.vivaedeixeviver.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=89&Itemid=24

 

PESQUISAS: http://www.vivaedeixeviver.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=212&Itemid=25

 


2012 rumo ao não-conformismo

2 jan

E mais um ano chegou…

Como sempre, as pessoas agora se aproveitam da entrada do Novo Ano pra buscar as tais melhorias pessoais, profissionais e, para as mais altruístas, globais.

A propósito, falando em altruísmo, bem que seria muito bom se o famoso espírito bondoso que nasce no Natal não tivesse um prazo de validade tão curto. Parece que como nessa época do ano os comerciais de TV são todos cheios de sentimentos, com familiares e amigos se abraçando e se presenteando diante de uma mesa farta as pessoas ficam mais sensibilizadas ou sei-lá- o- quê e sentem vontade de ajudar o próximo. O Ano Novo, ao contrário, tá mais pra “Mega da Virada” que pra sentimento fraternal, mas enfim, não é sobre essa manipulação midiática que esse post vem falar.

Na verdade, assistindo hoje a uma reportagem do programa Domingo Espetacular, muito bem-feita por sinal, (assista aqui) sobre como foi e o que representa a virada do Ano para grupos de moradores de rua de várias capitais brasileiras, eu me peguei pensando pra onde teria fugido o espírito de bondade do Natal.

O que mais me indignou, e acredito que indignaria qualquer pessoa com um mínimo de respeito pelo ser humano, foi ver pessoas sem praticamente nada pra comer na noite do Réveillon enquanto os fogos brilhavam no céu e milhões brindavam a chegada de novos planos, expectativas, desejos e por aí vai.

Essas pessoas, que vão desde crianças até idosos, ao contrário da maioria, não têm o que festejar e nem planos pra elaborar. Elas se vêem muitas vezes obrigadas a enfrentar essa vida (sim, porque ao contrário do que muita gente pensa, nem sempre os moradores de rua estão ali por má vontade ou falta de caráter, muitos simplesmente não encontram outra saída) como o caso da mulher abandonada pelo marido com quatro meninas, morando embaixo de um viaduto, que não tem como trabalhar por não poder deixá-las sozinhas, ou o caso do homem que se envolveu com drogas, foi preso, ficou desempregado e devido ao histórico criminal não conseguiu mais trabalhar e ainda a mulher que perdeu a casa num desastre e, com baixo salário e descaso do governo, foi parar nas ruas.

Vendo esse tipo de cena, muitos sentimentos vêm à tona. No caso dos moradores de rua de Brasília, por exemplo, a ironia de ver pessoas passando fome a uma distância de 500 metros do Palácio do Planalto, onde dezenas de políticos enchem seus bolsos com o dinheiro do povo e usufruem de tantas mordomias sem merecimento, a sensação é de extrema revolta. Aliás, é exatamente aí que começa o primeiro passo rumo ao não-conformismo que todos nós deveríamos adotar agora nesse início de ano eleitoral. É na escolha dos governantes que se baseiam as mudanças pra melhor ou pra pior e, sim, ao contrário do que disse o palhaço Tiririca em sua campanha eleitoral, as coisas podem piorar sim, e muito!

O segundo passo não menos importante rumo ao não-conformismo seria basicamente deixar de ver certas coisas com apatia, como se fossem “normais”. Olhar um mendigo na rua comendo lixo não é normal. Ver uma criança fora da escola, dormindo embaixo de um viaduto também não é normal. E não importa se falamos de uma cidade do interior ou uma capital com milhões de habitantes: nós devemos sim ficar revoltados com essas cenas porque, como num ciclo, são elas que vão provocar a indignação necessária pra que possamos agir de forma correta no nosso primeiro passo rumo ao não-conformismo: o momento de escolha dos governantes.

E, enquanto os maus políticos com suas políticas públicas ineficientes não se mostram capazes de trazer melhorias às vidas dos moradores de rua, por que nós mesmos não saímos do nosso conformismo para ajudar o próximo?

Erin Brockovich – Uma mulher de talento

26 dez

De vez em quando, quando o sono não bate e existe uma TV à disposição, pode ser que um “corujão” qualquer seja uma boa pedida. Claro que as chances de se assistir a um bom filme são pequenas, a começar pela dublagem. A propósito, filmes dublados devem ser perfeitos mesmo só para aquelas pessoas com uma capacidade nata de ouvir e entender frases rápidas (capacidade que, por sinal, eu não tenho).

Críticas  à parte, foi num desses corujões que eu assisti a um bom filme: “Erin Brockovich – uma mulher de talento”, com a grande Julia Roberts.

Como eu não sou nenhuma crítica de cinema nem especialista em nada, não posso dizer com total propriedade que a atuação da Julia foi espetacular. Mas, como mera espectadora, eu digo que foi.

A personagem interpretada por Julia, Erin Brockovich, é a típica mãe-solteira dona-de-casa. Uma mulher aparente sem nenhum talento especial, divorciada de dois maridos, desempregada, e com três filhos pra criar.

O “azar” é tanto que ninguém espera que acontecimentos aparentemente tão ruins como um acidente de carro e uma causa perdida no tribunal fossem proporcionar à Erin a oportunidade de revelar todo o seu talento, no sentido literal da palavra. E quando digo no sentido literal é porque é raro ver nos filmes, pra começar, protagonistas mulheres, que dirá protagonistas mulheres que se revelam inteligentes e racionais, e não apenas sensuais ou movidas por emoção.

A propósito, enquanto eu assistia “Erin Brockovich – uma mulher de talento”, eu me lembrei de filmes como “Uma mente brilhante”, “O talentoso Ripley” e “Prenda-me se for capaz”, todos protagonizados por homens, claro.

Machismos à parte, esse filme revela lições estritamente ligadas à pré-conceitos, superação e como a mulher também pode exercer seu lado intelectual sem necessariamente agir como um homem e perder sua personalidade e seus outros papéis na sociedade. É o típico “act like a lady, think like a boss”.

Entre outras coisas, Erin Brockovich arranca boas risadas com seu jeitão todo grosseiro, seu estilo extravagante e suas tiradas totalmente sarcásticas e inteligentes.

E, como se não bastasse, o filme é baseado em uma história real.

Fica a dica. Para homens e mulheres.

O Velho e o Mar

9 nov

Analisar uma obra que deu a seu autor, Ernest Hemingway, o Prêmio Nobel de Literatura de 1954 não é nada simples.

O velho e o Mar pode ser analisado simplesmente como um livro cativante.

Porém, para demonstrar melhor um pouquinho do seu enredo, lançaremos mão das seguintes “palavras-chave”: Solidão, sonhos, amizade e perseverança.

Resumindo, o livro se caracteriza por um homem já idoso, pescador, que ainda carrega dentro de si o sonho de realizar uma grande pesca, a maior de todas, e provar que a sorte ainda caminha a seu lado.

Viúvo, sem filhos ou qualquer outro familiar, a única pessoa que lhe faz companhia e lhe dá motivação é um menino que o acompanha nas pescarias e lhe oferece uma amizade sincera e afetuosa.

É através de sonhos e da força dessa amizade que o Velho consegue a perseverança responsável por sua decisão de tomar um barco e iniciar sua incansável luta contra os perigos do Mar, dotado apenas de algumas iscas e o pensamento solto que o permite conversar consigo próprio durante toda a empreitada marítima.

O Velho e o Mar é, em outras palavras, um livro que, acima de tudo, traz ensinamentos profundamente marcados pela importância de nunca se perder a Esperança:

“É um pecado perder a esperança” (fala do protagonista Santiago).

Simplesmente, um livro cativante.

Uma boa leitura e até a próxima.

ConsumoTerapia

13 jun

Problemas: é um fato. Todo mundo tem. A diferença está em como as pessoas os enfrentam.

Nesse quesito, tem gente que apela, por exemplo, para a religião, buscando no Divino a força necessária para superar as dificuldades. Tem aqueles que gostam de dançar, ouvir uma boa música, quem sabe até mesmo cantar (afinal, “quem canta seus males espanta”). Tem, inclusive, os que apelam para um hobby qualquer – quem sabe um bom passeio de bicicleta, uma pintura ou artesanato não podem aliviar a tensão?

Porém, além de todos os “estereótipos” citados acima, existem hoje, mais do que nunca, os que compram. Pessoas que gastam seu dinheiro como forma de fugir dos problemas.

Esses consumidores em potencial apelam para a chamada “ConsumoTerapia”- um novo recurso terapêutico que não requer mais do que um bom cartão de crédito e uma loja atrativa onde se possa pura e simplesmente comprar.

Não custa lembrar de que não há dúvidas de que adquirir novos produtos é sempre muito interessante. O que não se pode, porém, é tornar esse ato uma forma de “anestesiar” os dilemas da vida. Ou, ainda, tornar esse ato uma tentativa de fazer com que o ter se torne uma alternativa para mudar o ser.

No vídeo abaixo, o terapeuta Jorge Mello aborda a questão de como o consumo é visto pelas pessoas como um artifício para superar problemas como o da depressão. Ele enfatiza também o quanto as sociedades menos consumistas têm maior qualidade de vida:

 

 

O segredo está em encontrar formas de superação que, de quebra, não atinjam o nosso já tão “abatido” bolso.

Até a próxima.

Internet: um passo na inclusão cultural

16 maio

Quem aí tem familiar, amigo ou algum conhecido deficiente sabe das dificuldades que essas pessoas enfrentam diariamente. Não só as barreiras físicas, mas também as culturais, limitam bastante o acesso desses indivíduos a certos recursos que, por não serem adaptados, se tornam totalmente inviáveis.

Agora, a internet prova mais uma vez sua capacidade de Inclusão.

No site Livro Falado, os deficientes visuais contam com dezenas de Obras, Clássicos da literatura nacional, todos dublados. Basta fazer um cadastro bastante simples aqui e depois escolher a obra a ser lida clicando em Acervo.

O site conta também com as opções Aumentar/diminuir texto e Contraste. Tudo para facilitar a navegação do Deficiente.

Uma outra iniciativa de caráter inclusivo que vem crescendo cada vez mais é a do BlindTube, o primeiro portal de Entretenimento com Acessibilidade. Nele, é possível que o Deficiente, tanto visual quanto auditivo, assista a curtas-metragens através de Audiodescrição.

Esse recurso descreve oralmente, nos mínimos detalhes, as cenas de um filme em que não há falas de personagens. Assim, o deficiente visual consegue enxergar mentalmente todos os detalhes e entender melhor o contexto da história.

No caso de deficiente auditivo, o filme é todo legendado e permite que a pessoa leia e compreenda o contexto.

Nos vídeos abaixo, você pode conferir uma entrevista com Graciela Pozzobon. Ela já fez dublagens de vários filmes e explica ao Jô Soares como funciona o recurso da Audiodescrição. No vídeo é possível conferir, inclusive, uma dublagem improvisada feita para exemplificar o processo descritivo.

 Divulgue você também essas novas opções de Inclusão e abra novas Possibilidades culturais.

Até a próxima.

 

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