Tag Archives: vídeos

Consumismo infantil: “Criança, a alma do negócio”

30 jul

???????????????????????????????Uma roda de crianças tem a sua frente dois papéis. Em um, a palavra “comprar”; no outro, “brincar”. Imediatamente após serem questionadas e incentivadas a escolher qual dos dois eles preferiam, a resposta instantânea: “comprar”. Essa foi uma das cenas do documentário “Criança, a alma do negócio” que mais me preocupou. Uma dentre dezenas.

Apesar de quase não ter contato direto com crianças, não é difícil perceber que a atual geração de meninos e meninas não cultiva mais certos hábitos que a minha “turma” adorava. O contato com a tecnologia vem desde o berço, literalmente, e coisas como brincar na rua, tão banais para a minha geração, se tornaram realmente raras pra eles.consumo criança Continue lendo

Anúncios

“O riso dos outros”: limite e humor

10 dez

Depois de um tempo sem postar, tanto por falta de tempo, quanto, e principalmente, por falta de inspiração, aqui estou de novo. O tema que me intrigou dessa vez já se pode dizer que está entrando para aquela lista básica de assuntos que não se discute, devido à quantidade de polêmica que tem causado: o humor, ou melhor, o limite do humor.

rafinhaRafinha Bastos, certamente, é o maior expoente dessa discussão toda em torno dos limites entre aquilo que é realmente engraçado e o que se torna uma ofensa. A (infeliz) frase que ele pronunciou durante o programa CQC sobre a cantora Wanessa Camargo e o filho, que ela até então esperava, lhe renderam um processo, a saída do programa e uma enxurrada de opiniões e polêmicas. Acho que foi daí que partiram as primeiras discussões mais acaloradas sobre o tema, principalmente pela mídia sensacionalista.

P.S: a última dele foi uma ofensa ao apresentador Luciano Huck que também pretende entrar com um processo. Mais um. Continue lendo

Viva e deixe Viver: Leitura-terapia

22 abr

Como já havia publicado no post “Ler para ser: a leitura transformando histórias”, o hábito de ler trouxe mudanças muito significativas e positivas em comunidades que até então nunca haviam tido contato com a leitura:

Não basta dizer que a leitura é essencial na constituição do nosso acervo cultural, ou que ela proporciona “viagens” sem sair do lugar, aguça a imaginação e forma cidadãos críticos, capazes de contribuir para a evolução nacional. Tudo isso é êxito inquestionável do ato de ler, mas é preciso ir além. É preciso conhecer vidas, histórias e trajetórias que foram atravessadas e definitivamente modificadas por esse universo transformador que é a Leitura.

No post de hoje, apresento uma Leitura que vai além do caráter sócio-educativo para influenciar, também, na saúde de centenas de pessoas.

Quem já viu o filme “Patch Adams”, certamente percebeu como a alegria é mesmo contagiosa e pode agir de maneira muito positiva no tratamento de pessoas hospitalizadas. O que poucos sabem, porém,é como a leitura, através da contação de histórias, também pode contribuir para o bem-estar dos pacientes.

E foi dia desses, lendo uma revista qualquer, que eu, que também desconhecia o poder da leitura nesse tipo de ambiente, conheci melhor o trabalho de associações como a “Viva e deixe Viver”.

Entrando no site, bastante colorido e dinâmico, encontrei várias informações a respeito da ONG, que existe desde 1997, está presente em diversas casas de apoio, clínicas e hospitais de oito estados brasileiros (Bahia, Brasília, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo) e já atendeu mais de meio milhão de crianças e adolescentes hospitalizados nesses quase quinze anos de existência.

O mais legal de tudo é ver que o fato de voluntários doarem duas horas semanais para atuar ludicamente junto aos pacientes, através do “ler” e do “brincar”, tem sido realmente um santo remédio, provado, inclusive, nas estatísticas: segundo o site PHILIPS Sustentabilidade, uma pesquisa realizada em 2006 por psicólogos da Santa Casa de São Paulo avaliou por um ano o efeito do trabalho de contadores de histórias no tratamento de 15 crianças com câncer, no setor de pediatria do hospital. Os resultados mostraram que 66% das crianças tiveram melhora no humor e no estado emocional. Em 46% dos casos, a interação com médicos, acompanhantes e outras crianças também melhorou. 60% dos pacientes que estavam apáticos passaram a caminhar pelo corredor e a brincar e, por fim, outro ponto importante notado pela pesquisa foi a melhora do apetite, registrada em 60% das crianças.

E não só os números podem nos ajudar a entender melhor a dimensão dos benefícios que a leitura tem trazido a esses milhares de crianças e adolescentes atendidos pela Associação. Basta ter passado por um ou ao menos conhecer de longe um leito de hospital para saber quão necessária se torna a humanização deste tipo de ambiente, para que ele tenha cor, fantasia, vida, energia, alegria…

Conheça abaixo um pouco mais sobre a “Associação Viva e Deixe Viver”. Entre no site, conheça melhor os projetos e, principalmente, disponha-se a doar, você também, duas horas semanais para trazer o sorriso dos vários meninos e meninas por esses hospitais Brasil afora.

SEJA UM VOLUNTÁRIO: http://www.vivaedeixeviver.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=89&Itemid=24

 

PESQUISAS: http://www.vivaedeixeviver.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=212&Itemid=25

 


A questão de gênero, também para crianças

31 mar

Desde o nascimento de uma criança, ou ainda, desde o momento em que uma gravidez é descoberta, pais e mães começam a se preocupar com questões relativas ao sexo do bebê.

A decoração do quarto, roupas e brinquedos só começam a ser escolhidos a partir do momento em que se sabe o gênero da criança (o típico “rosa para meninas, azul para meninos”).  Antes disso, tudo o mais “neutro” possível.

Ao longo do tempo, essa criança, que já convivia com as imposições de gênero desde o nascimento, se vê “obrigada” a continuar enfrentando tais paradigmas. Na pré-escola, por exemplo, determinados jogos e brincadeiras são mais voltados às meninas que aos meninos, e vice-versa.  Meninos devem ter mais amigos do mesmo sexo e praticar atividades mais intensas; meninas têm que ser mais “recatadas” em seu comportamento e brincar de forma mais “delicada”.

Isso se estende, claro, até a vida adulta. E os paradigmas de gênero vão das brincadeiras infanto-juvenis às profissões e às capacidades como um todo: “mulher não sabe dirigir, nem fazer contas, nem jogar futebol; homens não são bons donos-de-casa, homens não levam jeito pra moda ou pra decoração” e por aí vai.

Pensando em tudo isso, uma professora resolveu trabalhar a questão do gênero com seus alunos da primeira série. Pra começar, ela levou para a sala-de-aula um livro sobre um menino que queria muito ganhar uma boneca. Em seguida, fez duas colunas e pediu que os alunos fossem completando com brincadeiras para meninos e brincadeiras para meninas.

Meninas podem brincar de Lego? A maior parte respondeu que sim. Meninos podem brincar de boneca? Como eles haviam acabado de conhecer a história do menino do livro infantil, não houve reprovação.

E assim a turma foi se “soltando”. Meninas declararam que brincavam de carrinho, meninos passaram a não achar tão estranho o fato de certos homens pintarem as unhas.

Para aperfeiçoar ainda mais o processo de quebra de paradigmas de gênero entre as crianças, a professora passou a dividir a turma não mais em filas “meninas-de-um-lado-meninos-de-outro” e sim em filas do tipo “quem gosta mais de gato, fica à esquerda; quem prefere cachorro, à direita”. Ela também passou a chamá-las por crianças e não “meninos” ou “meninas” e, no fim, perguntou se alguma delas já deixou de fazer algo por ser do sexo masculino ou feminino. Resultado: muitas mãos foram levantadas.

Ao longo do tempo, as crianças foram muito beneficiadas por essas novas atitudes. Elas se tornaram mais tolerantes, mais inclusivas. Tudo isso sem falar nos diversos ganhos em se sentir capaz de qualquer coisa, independente do sexo que se tenha.

Lendo esse caso acima, lembrei de uma reportagem de algum tempo atrás de um jovem casal que decidiu não revelar o sexo de sua criança. Para eles, é fundamental que ela possa crescer sem todas essas barreiras de gênero impostas pela sociedade.

Não se sabe ainda os efeitos que essa decisão pode acarretar no comportamento de uma criança. Mas, sem dúvida, ela irá sofrer os pré-conceitos de uma sociedade que ainda insiste em dividir seus membros em dois grupos, desde o nascimento: o “azul” e o “cor-de-rosa”.

O vídeo abaixo é a animação do livro infantil sobre o menino que queria ganhar uma boneca.

FONTES: http://www.escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2012/03/professora-trabalha-com-generos-na.html

http://togetherforjacksoncountykids.tumblr.com/post/14314184651/one-teachers-approach-to-preventing-gender-bullying-in

Evolução da comunicação

4 mar

Lendo o metalinguístico livro “O futuro do livro”, percebe-se que muitos autores, intelectuais, editores ou apaixonados por leitura consideram que o livro, como o conhecemos (no papel) nunca morrerá. Isso porque, mesmo com todos os e-books chegando no mercado e se tornando cada vez mais acessíveis, o prazer de se ter um livro em mãos, sentir sua textura, seu cheiro e poder carregá-lo pra onde quiser (sem ter de se preocupar em ligá-lo, desligá-lo, recarregar a bateria) tudo isso, não tem preço.

É mesmo uma visão bem romântica do livro, e prevalece.

Quando se fala na comunicação como um todo (e aí também o livro se encaixa, por ser um suporte para a informação) sempre que surge uma novidade, surge também com ela os burburinhos de que as antigas formas desaparecerão.

Foi assim quando surgiu o cinema e todos acreditavam que o teatro desaparecia; com a TV, que trouxe a convicção de que o rádio acabaria de vez; com o CD, depois com o DVD, enfim, é assim sempre que surge algo novo: os “velhos” se vêem ameaçados.

O mais legal de tudo isso é que o que vemos, na prática, é uma comunicação cada vez mais flexível, com espaço para todos os suportes e gostos.

Sim, porque desde o moderninho até o mais saudosista, existem meios de transmissão adequados e disponíveis. Não se é difícil encontrar antigos tocadores de L.P, assim como nem preciso falar do quão fácil e acessível é hoje comprar produtos informáticos de todos os tipos e gostos.

A comunicação é mesmo democrática. Respeita as individualidades e se “molda” de acordo com o público.

Nesse vídeo, são apresentados os mais diversos instrumentos comunicativos, alguns bem defasados, outros praticamente recém-nascidos.

SINCE… from Cyril Calgaro on Vimeo.

Legal é saber que, sei lá, dentro de 1 ano, a evolução já vai ter sido grande o suficiente para vermos um vídeo assim e pensarmos nas muitas novidades que já estão faltando.

Raízes do racismo

22 fev

Quando se fala em racismo, cada um tem sua opinião e não tem jeito: em quase 100% das discussões a respeito desse assunto, os envolvidos insistem em afirmar que não se consideram racistas. Mas, afinal, será que nós, brasileiros, estamos sendo sinceros nessa colocação?

Uma pesquisa na cidade de São Paulo. Duas perguntas são feitas aos entrevistados: “Você acha que existe preconceito racial no Brasil”? E “Você tem preconceito”? Quase 100% dos paulistanos entrevistados respondem ‘sim’ à primeira pergunta, mas quase nenhum se considera racista. Fato, no mínimo, curioso: quem é racista, então?

Falar sobre as raízes do racismo é ainda mais curioso e difícil. Há pesquisadores que consideram que essa questão só passou a existir após a abolição da escravatura, afirmando que a relação que antes predominava entre escravos e senhores não era racial, de negros e brancos, mas sim estrutural, de “empregado e patrão”. Outros, porém, creditam o “problema” à chegada dos primeiros negros ao país, e há aqueles que não acreditam em questão racial, mas em questão social, pois no Brasil “o branco pobre é negro, e o negro rico é branco”. Existem ainda, além dessas, tentativas “religiosas” de entender as raízes do racismo, aquelas que buscam explicar o fato através das escrituras,  como a do deputado e pastor Marco Feliciano:

Seja qual for a “fórmula” do surgimento do racismo, e eu acredito que ela ainda não tenha sido encontrada ou pelo menos aceita em consenso pelos pesquisadores da área, o que não dá pra duvidar é que o preconceito racial gera inúmeras discussões e questões políticas e sociais (que como exemplo se pode citar as tão famosas cotas pra negros nas universidades) e é, sem dúvida, passado de geração para geração:

 

O objetivo desse post não é aprofundar um assunto tão delicado e ainda tão passível de modificações teóricas. Se nem mesmo os estudiosos do assunto encontraram um ponto de equilíbrio que “explique” melhor as raízes da questão racial, essa postagem é que não vai ter tal pretensão. O real objetivo é apenas questionar até que ponto nós somos racistas e fazer pensar em qual teoria possa estar a explicação para as raízes do racismo.

Para ler e entender mais: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/jan2001/cad158-1.html

Livros voadores no Oscar 2012

30 jan

O curta-metragem abaixo, “The fantastic flying books of Mr. Morris Lessmore”, é um dos indicados ao Oscar desse ano na categoria Filme de Animação.

Para os apaixonados por leitura, essa é a trajetória, repleta de fantasia, de um homem cujos livros têm vida e são seus mais fiéis companheiros…

Fiquemos, então, na torcida pela Estatueta.

Até a próxima.

%d blogueiros gostam disto: