2013 in review

2 jan

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2013 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

The concert hall at the Sydney Opera House holds 2,700 people. This blog was viewed about 17,000 times in 2013. If it were a concert at Sydney Opera House, it would take about 6 sold-out performances for that many people to see it.

Click here to see the complete report.

2013: 1984

27 dez

Foi difícil ver esse cursor piscando na página em branco do Word e conseguir começar a escrever. Na verdade, acho que esse ato, o de escrever, se tornou mais difícil. Houve assuntos polêmicos sobre os quais eu até poderia postar algo, músicas das quais eu gostei, alguns bons livros lidos e eu até mesmo, finalmente, assisti à trilogia do Poderoso Chefão (e adorei), mas (e quanto “mas” eu tive esse ano!), apesar disso, parecia que sempre faltava um “toque” a mais pra realmente me motivar a escrever sobre um determinado assunto. Faltou motivação mesmo.

A verdade é que eu pensei muito no blog e no quê eu poderia compartilhar por aqui. O Google foi legal comigo, e, apesar da ausência de meses, meus views não caíram muito e, esporadicamente, alguém curtia a página do Palavroeiro no Facebook (para a minha alegria!)

Big-Brother-Is-Watching-You-94815124855Mas agora, com 2013 quase acabando e sem mais delongas e explicações, vou direto ao ponto: quero falar sobre 1984. Não o ano. O clássico do George Orwell. Continue lendo

Consumismo infantil: “Criança, a alma do negócio”

30 jul

???????????????????????????????Uma roda de crianças tem a sua frente dois papéis. Em um, a palavra “comprar”; no outro, “brincar”. Imediatamente após serem questionadas e incentivadas a escolher qual dos dois eles preferiam, a resposta instantânea: “comprar”. Essa foi uma das cenas do documentário “Criança, a alma do negócio” que mais me preocupou. Uma dentre dezenas.

Apesar de quase não ter contato direto com crianças, não é difícil perceber que a atual geração de meninos e meninas não cultiva mais certos hábitos que a minha “turma” adorava. O contato com a tecnologia vem desde o berço, literalmente, e coisas como brincar na rua, tão banais para a minha geração, se tornaram realmente raras pra eles.consumo criança Continue lendo

“Carcereiros”: a realidade vista de dentro

25 jul

Eu semprepena-de-morte fui a favor de pena de morte. Confesso que, inicialmente, sob grande influência do meu pai, um crítico espectador assíduo de telejornais sensacionalistas, com pouca crença na efetividade da justiça brasileira e indignação suficiente para ser favorável ao “olho por olho, dente por dente”.

Depois, eu mesma fui sendo levada pelo sentimento passional da justiça com as próprias mãos. Ficava indignada com a brutalidade das dezenas de crimes que assistia pela televisão e, pra mim, não havia pena à altura de tamanha selvageria, exceto a morte.

Muito exagero, admito. E até mesmo uma certa irracionalidade.

Um dia, porém, resolvi pesquisar o quê outras pessoas pensavam da pena de morte. Pesquisei na internet e li num artigo alguns fatos que me chamaram atenção. Coisas como a quantidade de casos mal solucionados, com pessoas levadas à pena capital injustamente (em especial as mais pobres), e estatísticas que mostram que o fato de um país aplicar pena de morte não necessariamente diminui seus índices de criminalidade.

Ainda não tinha mudado de ideia (e, na verdade, ainda não sei se mudei por completo), mas já começava, a partir daí, a imaginar que matar talvez não fosse mesmo a melhor solução, pelo menos não em um país como o nosso.

Depois de um tempo, coincidentemente, uma página de revista que curto no Facebook publicou uma matéria sobre a redução da alckmin-maioriade-penalmaioridade penal. Essa discussão surgiu depois da morte de um estudante na porta do prédio em que morava, assassinado por um menor que ia fazer 18 anos poucos dias depois. Todo mundo estava com os nervos à flor da pele, questionando até que ponto um adolescente não tem consciência de seus atos para não pagar por eles como um adulto qualquer. No artigo, o jornalista se posicionava contra a redução da maioridade penal. Porém, diferente dos especialistas que apelavam para fatores biológicos para serem contrários à redução da maioridade penal (coisas como o fato de o cérebro dos adolescentes e o senso do “certo e errado” ainda não estar plenamente desenvolvido até os 18 anos), este especialista afirmava ser contra a redução por fatores políticos: para ele, a “culpa” de tantos adolescentes estarem entrando na criminalidade está centrada na ausência de políticas públicas sérias voltadas para eles. A precariedade na saúde, na educação, no lazer, na cultura, enfim, a precariedade de todos os fatores políticos, econômicos e sociais que cercam esses jovens são os principais impulsionadores a levá-los para o crime. Em outras palavras, para o autor do artigo, a solução não estaria em diminuir a idade mínima para prender esses jovens, mas investir em políticas públicas que os afastassem da criminalidade.

carcereDepois de conhecer essa e outras opiniões sobre o assunto, tive a oportunidade de ler, através de uma loteria da editora Companhia das Letras em que tive meu blog sorteado, o livro “Carcereiros”, do Drauzio Varella. Continue lendo

Náusea literária: O Morro dos Ventos Uivantes

31 mar

Já faz um tempo que não compartilho aqui no blog as impressões sobre minhas últimas leituras. Desde “A Revolução dos bichos”, meu último post na categoria livros, eu já li “Marina”, “O Rei Branco”, “Em nome de Salomé”, “A menina que não sabia ler”, “O que é biblioteca”, “Deuses americanos” e, finalmente “O morro dos Ventos Uivantes”.

Não sei bem o que tem acontecido. Se meu gosto literário tem mudado ou se eu simplesmente não andei tendo a sorte de encontrar um deuses-americanos-3-edlivro arrebatador, do tipo que não se quer mais parar de ler. O fato é que, dentre todos os acima citados, o único que me envolveu mesmo foi “Deuses americanos”, do Neil Gaiman. Este, a propósito, ainda não entrou aqui pro Palavroeiro porque eu pretendo preparar um post especial, inteiramente dedicado às obras dele. Pra isso, claro, eu preciso ler os outros que eu já tenho no livreiro de casa: “Mr. Punch”, “Sinal e Ruído” e “Coisas frágeis”. Do Neil, eu já li também “Lugar nenhum” e, sim, me envolveu bastante.

Após o do Gaiman, talvez apenas “Marina” tenha sido um livro que, apesar de não ter achado tãããão bom, não me deu vontade de abandonar a leitura. Os demais, confesso, tive de ter muita persistência pra continuar até o fim.

Mas nada supera o que eu senti lendo “O morro dos Ventos Uivantes”. Continue lendo

Nerd: “ser” ou “estar”?

6 fev

Já faz um tempo que eu gostaria de escrever sobre isso porque é um assunto meio intrigante pra mim.
Tenho visto tanta gente (homens e mulheres) conversando sobre e compartilhando na internet assuntos relacionados a The Big Bang Theory, The Walking Dead, Game of Thrones, jogos de video-game, idolatrando memes, dinossauros, zumbis, vampiros, personagens do Star Wars, do Mario World, gibis, etc, etc, etc, que acabei me fazendo a seguinte pergunta:
Será que os nerds de hoje SÃO ou ESTÃO?
Explico melhor: no início dos anos 2000, quando eu estava lá pela quinta, sexta série, ser nerd (ou CDF – “cabeça de ferro”) era simplesmente ser muito inteligente. Basicamente, era aquele carinha (ou menina) mais tímido, com poucos amigos e que tirava as melhores
notas. E não, isso não era muito legal.
Hoje, e é daí que vem o lado cômico da história, e o motivo por eu escrever sobre isso, ser nerd é jogar videogame, assistir uns seriados legais, curtir uns filmes de ficção científica, ler gibis, dentre tantas outras coisas.  Ah, claro, ser nerd hoje também é usar um óculos (de preferência grande e de aro bem grosso, pra ficar bem com cara de intelectual mesmo) e uma camiseta com algo que simbolize a cultura nerd (pode ser, sei lá, o cogumelo do Mario).
Enfim, ser nerd não é mais o que era antes. Ser nerd, digamos que, hoje, é POP.
E é aí que vem o título desse humilde post: os nerds realmente o SÃO ou só ESTÃO? Continue lendo

“O riso dos outros”: limite e humor

10 dez

Depois de um tempo sem postar, tanto por falta de tempo, quanto, e principalmente, por falta de inspiração, aqui estou de novo. O tema que me intrigou dessa vez já se pode dizer que está entrando para aquela lista básica de assuntos que não se discute, devido à quantidade de polêmica que tem causado: o humor, ou melhor, o limite do humor.

rafinhaRafinha Bastos, certamente, é o maior expoente dessa discussão toda em torno dos limites entre aquilo que é realmente engraçado e o que se torna uma ofensa. A (infeliz) frase que ele pronunciou durante o programa CQC sobre a cantora Wanessa Camargo e o filho, que ela até então esperava, lhe renderam um processo, a saída do programa e uma enxurrada de opiniões e polêmicas. Acho que foi daí que partiram as primeiras discussões mais acaloradas sobre o tema, principalmente pela mídia sensacionalista.

P.S: a última dele foi uma ofensa ao apresentador Luciano Huck que também pretende entrar com um processo. Mais um. Continue lendo

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